{"id":309,"date":"2009-11-21T16:52:40","date_gmt":"2009-11-21T16:52:40","guid":{"rendered":"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/?p=309"},"modified":"2015-05-03T16:32:45","modified_gmt":"2015-05-03T16:32:45","slug":"deusa-cailleach","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/ritos-e-deuses\/deusa-cailleach\/","title":{"rendered":"Deusa Cailleach"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-310\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/gaia-247x300.jpg\" alt=\"gaia\" width=\"247\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/gaia-247x300.jpg 247w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/gaia.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 247px) 100vw, 247px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8220;A alegria de ver e entender \u00e9 o mais perfeito dom da natureza.&#8221; (Albert Einstein)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><!--more-->&#8220;Apague com um sorriso, toda a tristeza que lhe invade a alma.<br \/>\nAssim n\u00e3o dar\u00e1 os que te odeiam a alegria de te ver chorando,<br \/>\nmas dar\u00e1 aos que te amam a alegria de te ver sorrindo.&#8221;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-311\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/HecateCauldron-213x300.jpg\" alt=\"HecateCauldron\" width=\"213\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/HecateCauldron-213x300.jpg 213w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/HecateCauldron.jpg 368w\" sizes=\"auto, (max-width: 213px) 100vw, 213px\" \/><\/p>\n<h2>Cailleach fala<\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\">Meus ossos s\u00e3o frios, meu sangue \u00e9 ralo.<br \/>\nEu busco o que \u00e9 meu.<br \/>\nO busco o que ainda n\u00e3o foi semeado.<br \/>\nEu busco os animais para cavernas quentes e mando meus p\u00e1ssaros para o sul.<br \/>\nEu ponho meus ursos para dormir e mudo o pelo de meus gatos e c\u00e3es para algo mais quente.<br \/>\nMeus lobos me guiam, seu uivo anuncia minha chegada.<br \/>\nOs c\u00e3es, lobos e raposas cantam a can\u00e7\u00e3o da noite, a serenata da Anci\u00e3, a minha can\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEu disse sim \u00e0 vida e agora digo sim \u00e0 Morte.<br \/>\nE serei a primeira a ir para o outro lado.<br \/>\nEu trago o frio e a morte, sim, pois este \u00e9 meu legado.<br \/>\nEu trouxe a colheita e se voc\u00ea n\u00e3o colheu suas ma\u00e7\u00e3s eu as cobrirei de gelo.<br \/>\nAp\u00f3s o Samhain, tudo o que fica nos campos me pertence.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cailleach \u00e9 a pr\u00f3pria terra. Ela \u00e9 as rochas cobertas de musgo e o pico das montanhas. Ela \u00e9 a terra coberta de gelo e neve. Ela \u00e9 a mais antiga ancestral, velada pela passagem do tempo. Ela \u00e9 a Deusa da Morte, que deixa morrer tudo o que n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1rio. Mas \u00e9 tamb\u00e9m ela quem encontra as sementes da pr\u00f3xima esta\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 a guardi\u00e3 da semente, a protetora da for\u00e7a vital essencial ao ressurgimento da vida ap\u00f3s o inverno. Ela guarda a pr\u00f3pria ess\u00eancia do poder da vida. Ela \u00e9 o poder essencial da Terra. Nos mitos Celtas Ela representa a Soberania sobre a terra e um rei s\u00f3 podia reinar ap\u00f3s realizar o casamento sagrado com Ela, que representa o Esp\u00edrito da terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cailleach \u00e9 uma das maiores e mais antigas Deusas da humanidade. Ela \u00e9 um aspecto da Deusa como a Anci\u00e3, principalmente na Esc\u00f3cia. Um derivativo de seu nome, Caledonia, foi dado \u00e0quele pa\u00eds. Seu nome, assim como seu t\u00edtulo de M\u00e3e Negra, \u00e9 muito pr\u00f3ximo ao nome Kalika, um dos t\u00edtulos de Kali. Alguns estudiosos acreditam que ambas sejam derivadas de uma Deusa ainda mais antiga, talvez uma das primeiras express\u00f5es da face negra da Deusa j\u00e1 cultuadas pela humanidade. Ela foi e \u00e9 conhecida por in\u00fameros nomes: Cailleach Bheur ou Carlin, na Esc\u00f3cia; Cally Berry ou Cailleach Beara, na Irlanda; Cailleah ny Groamch, na ilha de Man; Black Annis, na Bretanha e Digne, no pa\u00eds de Gales, todas equivalentes a Kali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cailleach tamb\u00e9m \u00e9 considerada uma outra forma das Deusas Scathach e Skadi. Na Irlanda ela era conhecida como uma divindade que podia trazer e curar doen\u00e7as, principalmente de crian\u00e7as. O nome Caillech significa mulher velha, bruxa ou mulher velada. Sua imagem velada a relaciona com os mist\u00e9rios de se conhecer o futuro, particularmente a hora da morte de cada um. Nas lendas Medievais ela era a Rainha Negra do Para\u00edso, aquela a quem os espanh\u00f3is chamavam de Califia; a palavra Calif\u00f3rnia vem deste nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cailleach rege o c\u00e9u, a terra, o Sol e a Lua, o tempo e as esta\u00e7\u00f5es. Ela criava as montanhas com as pedras que carregava em seu avental, mas tamb\u00e9m trazia aos homens as doen\u00e7as, a velhice a morte. Ela era tamb\u00e9m um esp\u00edrito protetor dos rios e lagos, garantindo que eles n\u00e3o secariam. Ela controla os meses de inverno, trazendo o frio, as chuvas e a neve. Mas um de seus principais t\u00edtulos \u00e9 Rainha da Tempestade, pois com seu cajado ela trazia e controlava as tempestades, particularmente as nevascas e furac\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cailleach \u00e9 a guardi\u00e3 do portal que leva \u00e0 parte escura do ano, iniciada no Samhain e \u00e9 invocada nos rituais de morte e transforma\u00e7\u00e3o. Nos mitos da troca de poder entre as faces da Deusa ela recebe o bast\u00e3o branco dos meses de luz e o torna negro para os meses de trevas, devolvendo-o \u00e0 Donzela no Imbolc. Em alguns mitos diz-se que Ela retorna \u00e0 terra no Imbolc, tornando-se pedra para acordar somente no pr\u00f3ximo Samhain.<br \/>\nComo Seu nome n\u00e3o aparece nos mitos escritos da Irlanda, mas apenas em hist\u00f3rias antigas e nomes de lugar, presume-se que Ela era uma divindade pr\u00e9-celta, trazida pelos povos colonizadores das ilhas Brit\u00e2nicas, vindos do leste Europeu, possivelmente da \u00cdndia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela era t\u00e3o poderosa e amada que mesmo quando os rec\u00e9m chegados trouxeram suas divindades, como Brigit, Cailleach ainda continuou sendo lembrada.<br \/>\nApesar de ser considerada uma Deusa Anci\u00e3, Ela \u00e9 quase sempre representada com um rosto jovem, mostra de seu poder de se rejuvenescer constantemente. Ela possui um aspecto Donzela parecido com Diana, sendo a protetora dos animais selvagens contra ca\u00e7adores. Ele protege principalmente o cervo e o lobo, assegurando bandos saud\u00e1veis. H\u00e1 um mito antigo que conta que os ca\u00e7adores oravam a Cailleach para saber onde encontrar os cervos e quantos matar. Ela os guiava para a aqueles que podiam ser mortos, desobedec\u00ea-la trazia sua f\u00faria, em forma de ataques de alcateias para a vila dos desobedientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela tamb\u00e9m possui um aspecto M\u00e3e, sendo aquela a quem as m\u00e3es pediam que curasse seus filhos das doen\u00e7as do inverno. O Gato \u00e9 um de seus animais sagrados. Em algumas lendas ela toma a forma de gato para testar o car\u00e1ter das pessoas. Em sua forma humana, ela costumava ir de casa em casa no inverno pedindo abrigo e comida. Os que a acolhiam contavam com sua eterna b\u00ean\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o e os outros eram amaldi\u00e7oados e n\u00e3o atravessam o inverno inc\u00f3lumes. S\u00e3o tamb\u00e9m sagrados para ela o corvo e a gralha.<br \/>\nSeu rosto \u00e9 azul e seus cabelos sempre s\u00e3o representados soltos e brancos, escapando de seu manto e capuz. Ela carrega um caldeir\u00e3o em uma das m\u00e3os e um cajado na outra. Seu cajado ou bast\u00e3o lhe conferia o poder sobre o tempo, fazendo dela uma das Deusas mais importantes para a manuten\u00e7\u00e3o da vida no planeta. Ela \u00e9 tamb\u00e9m uma Deusa associada \u00e0 crua honestidade e \u00e0 verdade, doa a quem doer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela tamb\u00e9m aparece como uma mulher velha que pede ao her\u00f3i que durma com ela, se o her\u00f3i concorda em dormir com ela, ela se transforma em uma linda donzela.<br \/>\nO Livro de Lecam (cerca de 1400 E.C.) alega que Cailleach Beara era a Deusa da qual se originaram os povos da regi\u00e3o de Kerry. Na Esc\u00f3cia ela representa a personifica\u00e7\u00e3o do inverno, nasce velha no Samhain e fica cada vez mais jovem at\u00e9 tornar-se uma linda Donzela no Beltane.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O contato com esta Deusa nos ajuda a redescobrir a soberania sobre nossa pr\u00f3pria vida, um tipo especial de poder e confian\u00e7a. Cailleach, violenta como pode parecer, vive em todos n\u00f3s. Ela nos traz a sabedoria para deixar ir aquilo de que n\u00e3o mais precisamos e manter as sementes do que est\u00e1 para vir. Ela vive no limite entre a Vida e a Morte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> &#8220;A alegria de ver e entender \u00e9 o mais perfeito dom da natureza.&#8221; (Albert Einstein)<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":310,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[259,148,27],"class_list":["post-309","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ritos-e-deuses","tag-beltane","tag-cailleach","tag-deusa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/309","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=309"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/309\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":468,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/309\/revisions\/468"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/310"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=309"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=309"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=309"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}