{"id":44,"date":"2009-12-04T02:14:27","date_gmt":"2009-12-04T02:14:27","guid":{"rendered":"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/?p=44"},"modified":"2015-05-01T16:43:27","modified_gmt":"2015-05-01T16:43:27","slug":"oya-mesan-orun","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/ritos-e-deuses\/oya-mesan-orun\/","title":{"rendered":"Oya Mesan \u00d3run"},"content":{"rendered":"<h2><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-45 size-medium\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/oya-300x203.png\" alt=\"Oya Mesan Orun\" width=\"300\" height=\"203\" srcset=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/oya-300x203.png 300w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/oya.png 623w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/h2>\n<h2>\u00c1frica<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Mitologia Yoruba, o nome Oy\u00e1 prov\u00e9m do rio de mesmo nome na Nig\u00e9ria, pa\u00eds que faz parte da Iorubal\u00e2ndia, atualmente chamado de rio N\u00edger.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more-->No entanto, n\u00e3o se trata de uma divindade das \u00e1guas, mas da Senhora dos ventos, raios e tempestades, dona dos bambus, sendo suas oferendas feitas em bambuzais. Seu elemento \u00e9 o fogo, seu metal \u00e9 o cobre. Tamb\u00e9m chamada de Oya-Y\u00e1ns\u00e0n.<\/p>\n<p>O seu culto est\u00e1 associado \u00e0 morte e aos ancestrais, por saber lidar com os eguns, \u00e9 ela que os encaminha, manifesta-se nos rituais de \u00c0s\u00e8s\u00e8 ou Axex\u00ea em portugu\u00eas.<br \/>\nFoi esposa de Ogum, por\u00e9m fugiu com Xang\u00f4, seu amante.<br \/>\nOy\u00e1 \u00e9 aquela que divide com Xang\u00f4 o ax\u00e9 de soltar fogo pela boca e o acompanha nas batalhas, tendo alcan\u00e7ado ao seu lado grandes vit\u00f3rias.<br \/>\nOferendas: \u00e0k\u00e0r\u00e0 ou acaraj\u00e9, ekuru e abar\u00e1.<\/p>\n<h2>Brasil<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oy\u00e1 \u00e9 um Orix\u00e1 feminino africano, cultuado no candombl\u00e9 e nas religi\u00f5es afro-brasileiras, sua sauda\u00e7\u00e3o \u00e9 Iy\u00e1 Mesan Orun m\u00e3e dos nove oruns (espa\u00e7os do c\u00e9u) e \u00c8pa heyi!. Identificada no jogo do merindilogun pelos odu odi, oss\u00e1 e owarin e representado materialmente e imaterial pelo candombl\u00e9, atrav\u00e9s do assentamento sagrado denominado Igba oya.<br \/>\nOs devotos costumam lhe oferecer sua comida favorita, o \u00e0k\u00e0r\u00e0 (acaraj\u00e9), ekuru e abar\u00e1 solicitando aux\u00edlio nas mais diversas quest\u00f5es, principalmente as ligadas \u00e0 justi\u00e7a, por sua proximidade com Xang\u00f4 e prote\u00e7\u00e3o, em especial contra os eguns.<br \/>\nNo candombl\u00e9 sua cor \u00e9 o vermelho, leva chifres de b\u00fafalo na cintura e utiliza o iruker\u00ea (\u00e9 um s\u00edmbolo de nobreza, muito usado na \u00c1frica para espantar moscas), instrumento ritual feito de rabo de boi ou cavalo com o qual direciona os eguns, os esp\u00edritos dos mortos. Por sua atua\u00e7\u00e3o junto aos eguns est\u00e1 intimamente ligada aos mist\u00e9rios da morte (Iku) e aos orix\u00e1s nan\u00e3, Omolu e Obaluay\u00ea. Inhans\u00e3 ou Oi\u00e1, como \u00e9 tamb\u00e9m chamada no Brasil, \u00e9 uma divindade da Mitologia Yoruba associada aos ventos e tempestades, fazendo parceria com Xang\u00f4, o senhor dos trov\u00f5es.<br \/>\nYansan, Ians\u00e3 ou Inhans\u00e3 outro nome pela qual \u00e9 conhecida e cultuada principalmente por sua liga\u00e7\u00e3o com a morte, pois compete somente a Inhans\u00e3 o poder de conduzir os eguns (esp\u00edritos dos mortos), para longe ou perto dos seres vivos. Ians\u00e3 \u00e9 associada a sensualidade. Orix\u00e1 dos ventos e das tempestades, foi esposa de Ogum, o qual deixou por amor a Xang\u00f4; dos Orix\u00e1s femininos \u00e9 a mais guerreira e imponente. Ians\u00e3 aprendeu com Ogum a usar as armas e teve suas primeiras experiencias em batalhas com Ogum.<br \/>\nEm sua dan\u00e7a faz men\u00e7\u00e3o aos movimentos r\u00e1pidos e repentinos dos ventos, usando um iruker\u00ea (cetro pequeno feito de cauda de boi ou cavalo) para espantar maus esp\u00edritos.<\/p>\n<h2>Qualidade de Oya<\/h2>\n<p>* Oya igbale<br \/>\n* 1 Oy\u00e0 Gbale Fun\u00e1n<br \/>\n* 2 Oy\u00e0 Gbale Fure<br \/>\n* 3 Oy\u00e0 Gbale Guere<br \/>\n* 4 Oy\u00e0 Gbale Toningbe<br \/>\n* 5 Oy\u00e0 Gbale Fakarebo<br \/>\n* 6 Oy\u00e0 Gbale De<br \/>\n* 7 Oy\u00e0 Gbale Min<br \/>\n* 8 Oy\u00e0 Gbale Lario<br \/>\n* 9 Oy\u00e0 Gbale Adagangbar\u00e1<br \/>\n* Oya Kala<br \/>\n* Oya Akolasun<br \/>\n* Oya Basun<br \/>\n* Oya Pada<br \/>\n* Oya Funan<br \/>\n* Oya Sonan<br \/>\n* Oya Jebe<br \/>\n* Oya Tanan<br \/>\n* Oya Nita<br \/>\n* Oya On\u00edra<br \/>\n* Oy\u00e0 Binik\u00e1<br \/>\n* Oy\u00e0 Seno<br \/>\n* Oy\u00e0 Abomi<br \/>\n* Oy\u00e0 Gun\u00e1n<br \/>\n* Oy\u00e0 Bag\u00e1n<br \/>\n* Oy\u00e0 Kodun<br \/>\n* Oya Maganbelle<br \/>\n* Oy\u00e0 Bagbure<br \/>\n* Oy\u00e0 Tope<br \/>\n* Oy\u00e0 Say\u00f2<\/p>\n<h2>S\u00edmbolos<\/h2>\n<p>* Sauda\u00e7\u00e3o: Eparrei Oia!<br \/>\n* Dia: Quarta-feira.<br \/>\n* Cores: Marrom, vermelho, rosa e branco.<br \/>\n* S\u00edmbolos: iruker\u00ea, espada de cobre.<br \/>\n* Proibi\u00e7\u00f5es: Ab\u00f3bora, arraia e carneiro.<\/p>\n<h2>Sete folhas mais usadas para Oya<\/h2>\n<p>* Ew\u00ea in\u00e3n<br \/>\n* Botuj\u00e9<br \/>\n* Ew\u00ea diji<br \/>\n* Okp\u00e1 or\u00f4<br \/>\n* Ew\u00ea mens\u00e3<br \/>\n* Tanapos\u00f3<br \/>\n* Akoko<\/p>\n<h2>Arqu\u00e9tipo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a mitologia, os filhos de Ians\u00e3 s\u00e3o pessoas agitadas. Diretos no que querem, n\u00e3o escondem sentimentos de ningu\u00e9m. Uma grande ofensa a Oi\u00e1 \u00e9 a agress\u00e3o, de qualquer esp\u00e9cie, aos seus filhos. O agressor ter\u00e1 um advers\u00e1rio at\u00e9 \u00e0 morte.<br \/>\nOs filhos de Ians\u00e3 s\u00e3o pessoas propensas a dar grandes guinadas em suas pr\u00f3prias vidas, a qualquer momento, sem se importarem com ningu\u00e9m. N\u00e3o gostam de se prender a ningu\u00e9m pois s\u00e3o livres como o vento.<br \/>\nSuas filhas, ou mulheres que tenham Ians\u00e3 pr\u00f3ximo de si (como madrinha por exemplo ou &#8220;m\u00e3e&#8221;) aqui na Terra, s\u00e3o mulheres sensuais, ousadas, falam o que pensam e sofrem muito, seja por qualquer motivo, especialmente no amor. S\u00e3o mulheres que batalham, trabalham incansavelmente, s\u00e3o guerreiras, lutam como pe\u00f5es. Geralmente essas mulheres cuidam de tudo sozinha, at\u00e9 dos filhos.<\/p>\n<h2>Lenda<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estavam todos os orix\u00e1s, divindades do pante\u00e3o Yoruba, reunidos em uma grande festa at\u00e9 que chegou Omol\u00fa. Durante todo o tempo, Omol\u00fa ficou num canto sem dan\u00e7ar.<br \/>\nInhans\u00e3, inquieta com tal situa\u00e7\u00e3o, aproximou-se do senhor, que usava uma roupa de palha cobrindo o rosto (e que deixava Inhans\u00e3 mais intrigada ainda) e o convidou para dan\u00e7ar. Inhans\u00e3 dan\u00e7ou t\u00e3o r\u00e1pido que vento proporcionado por seus giros levantou a roupa de Omol\u00fa que, para surpresa de todos, era um homem de extrema beleza.<br \/>\nO reconhecimento e admira\u00e7\u00e3o de todos por Omol\u00fa o deixou muito feliz, pois anteriormente era muito desprezado. Por gratid\u00e3o a Inhans\u00e3, Omol\u00fa ofertou-lhe parte de seu poder, dando a Ians\u00e3 a capacidade de conduzir os eguns dan\u00e7ando com seu iruker\u00ea. E Inhans\u00e3 tornou-se assim mais poderosa e adorada.<\/p>\n<h2>Sauda\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oya o, Oya al\u00e1gbara Oh, Oya, a poderosa.<br \/>\nOya a dan bina l\u00e1\u00e0rin \u00f2r\u00f9, al\u00e1se biribiri Oya que brilha como fogo durante a madrugada e que possui intensa for\u00e7a<br \/>\nOya o, Oya al\u00e1se Oh, Oya, que possui o ax\u00e9.<br \/>\nOya, ol\u00f2re mi \u00e0 j\u00ed ki, Oya, a minha benfeitora a ser louvada pela manh\u00e3.<br \/>\nA towo ef\u00f2n gbe. Oya, que tem a for\u00e7a para carregar o chifre do b\u00fafalo.<br \/>\nOya o, Oya al\u00e1se Oya, oh, Oya, aquela que possui ax\u00e9.<br \/>\nOya, t\u00f3 gesin Og\u00fan w&#8217;\u00f2l\u00fa Oya, que entrou na cidade montada num cavalo de guerra.<br \/>\nOya al\u00e1gbara, Oya, a poderosa.<br \/>\nOya, \u00e0 r\u00e8mo r\u00e8 l\u00e9k\u00f9n ow\u00f3, Oya, que tranquiliza os filhos, dando-lhes dinheiro.<br \/>\nOya, \u00e0 r\u00e8mo r\u00e8 l\u00e9k\u00f9n \u00e0l\u00e1f\u00ed\u00e0 Oya, que tranquiliza os filhos dando-lhes \u00e0l\u00e1f\u00ed\u00e0.<br \/>\nOya o, Oya al\u00e1se, Oya Oh Oya, que possui o ax\u00e9, Oya.<br \/>\nOya al\u00e1gbara in\u00fa af\u00e9f\u00e9. Oya, a poderosa que vive no vento.<br \/>\nOya o Oh, Oya.<br \/>\nOya al\u00e1gbara ob\u00ecnr\u00edn Ogun, Oya, a mulher guerreira e poderosa, esposa de Ogun<br \/>\nEgun d\u00fad\u00fa or\u00ed od\u00f2 Oya, orix\u00e1 poderoso, sentada no pil\u00e3o.<br \/>\nOya a b\u00e1 n\u00ed s\u00f2r\u00f2 m\u00e1 tan n\u00ed je Oya, que fala conosco sem nos enganar.<br \/>\nOya o, Oya al\u00e1se Oya, oh, Oya, aquela que possui o ax\u00e9.<br \/>\nOya a birun l\u00f3r\u00ed b\u00ed ad\u00e9 e, Oya, cuja tran\u00e7a \u00e9 bonita como uma coroa.<br \/>\nOya o Oh, Oya.<br \/>\nOya al\u00e1se, Oya Oya, que possui o ax\u00e9, Oya.<br \/>\nOya to wo \u00e8w\u00f9 ilik\u00e8. Oya, que veste roupa feita de contas preciosas.<br \/>\nOya o Oh, Oya.<br \/>\nOya al\u00e1se, Oya Oya, aquela que possui o ax\u00e9, Oya.<br \/>\n(A Mitologia dos Orix\u00e1s Africanos, S\u00edk\u00edr\u00f9 S\u00e0l\u00e1m\u00ec &#8211; King<\/p>\n<h2>Cultura afro-brasileira<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Salvador, Oy\u00e1 ou Ians\u00e3 \u00e9 sincretizada com Santa B\u00e1rbara que \u00e9 madrinha do Corpo de Bombeiros e padroeira dos mercados, \u00e9 homenageada no dia 4 de dezembro na Festa de Santa B\u00e1rbara da Igreja Cat\u00f3lica, \u00e9 um grande evento sincr\u00e9tico, composto de missa, prociss\u00e3o feita por cat\u00f3licos e praticantes do Candombl\u00e9, al\u00e9m das festas nos terreiros, o caruru de Ians\u00e3, samba de roda e apresenta\u00e7\u00e3o de grupos de capoeira e maculel\u00ea.<br \/>\nSegundo a liturgia cat\u00f3lica, Santa B\u00e1rbara era uma adolescente de 15 anos muito bela e cheia de personalidade. Quando viajava, seu pai a trancava na torre para que ela n\u00e3o arranjasse pretendentes, pois queria ganhar um belo dote casando-a com um homem rico.<br \/>\nNo candombl\u00e9, ela \u00e9 Ians\u00e3, divindade dos ventos, raios e tempestades. Segundo as lendas yorubanas, Ians\u00e3 foi mulher de Ogum. Ela o abandonou para viver com Xang\u00f4, divindade dos trov\u00f5es e da justi\u00e7a.<br \/>\nO filme O Pagador de Promessas, um drama escrito e dirigido por Anselmo Duarte e baseado em hist\u00f3ria de Dias Gomes, foi filmado inteiramente na porta da Igreja de Santa B\u00e1rbara em Salvador.<\/p>\n<p>Em 4 de dezembro de 2008, os festejos em homenagem a Santa B\u00e1rbara come\u00e7aram \u00e0s cinco horas, com queima de fogos de artif\u00edcio, na alvorada, em frente \u00e0 Igreja do Ros\u00e1rio dos Pretos, onde, \u00e0s sete horas, houve uma missa. Ap\u00f3s as b\u00ean\u00e7\u00e3os, uma prociss\u00e3o percorreu as ruas do Centro Hist\u00f3rico de Salvador. O cortejo prosseguiu at\u00e9 o Corpo de Bombeiros, cuja corpora\u00e7\u00e3o tem a santa como padroeira. A imagem da santa entrou na sede dos bombeiros, sendo saudada com fogos, sirene e jatos de \u00e1gua, deu uma volta no p\u00e1tio e saiu em dire\u00e7\u00e3o ao Mercado de Santa B\u00e1rbara, onde foi servido o tradicional caruru para os fi\u00e9is.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-47\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/oya.jpg\" alt=\"Oya Mesan Orun\" width=\"300\" height=\"392\" srcset=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/oya.jpg 300w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/oya-230x300.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8220;Ians\u00e3, Orix\u00e1 de umbanda<br \/>\nRainha do nosso Cong\u00e1<br \/>\nIans\u00e3, Orix\u00e1 de umbanda<br \/>\nRainha do nosso Cong\u00e1<br \/>\nSarav\u00e1 Ians\u00e3 l\u00e1 na Aruanda<br \/>\nEparrei, Eparrei Ians\u00e3 venceu demanda<br \/>\nIans\u00e3, sarav\u00e1 Pai Xang\u00f4<br \/>\ndo c\u00e9u pro Mar voltou<br \/>\nE l\u00e1 nas matas exclamou<br \/>\nSarav\u00e1 Ians\u00e3, sarav\u00e1 Xang\u00f4&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Eparre!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> \u00c1frica<br \/>\n Na Mitologia Yoruba, o nome Oy\u00e1 prov\u00e9m do rio de mesmo nome na Nig\u00e9ria, pa\u00eds que faz parte da Iorubal\u00e2ndia, atualmente chamado de rio N\u00edger.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":45,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[36,133,27,35,64],"class_list":["post-44","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ritos-e-deuses","tag-africa","tag-candomble","tag-deusa","tag-oya","tag-umbanda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":466,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44\/revisions\/466"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}