{"id":492,"date":"2009-10-10T18:05:24","date_gmt":"2009-10-10T18:05:24","guid":{"rendered":"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/?p=492"},"modified":"2025-09-03T13:36:10","modified_gmt":"2025-09-03T13:36:10","slug":"mandragora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/diario-da-alquimista\/mandragora\/","title":{"rendered":"Dia a dia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-497\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/festivalluz.jpg\" alt=\"festivalluz\" width=\"229\" height=\"298\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois que tivermos passado por um verdadeiro processo de auto conhecimento,\u00a0Ningu\u00e9m poder\u00e1 &#8220;roubar&#8221; a nossa auto confian\u00e7a.\u00a0A Inspira\u00e7\u00e3o vem de dentro e\u00a0transforma a n\u00f3s e ao planeta. Estar confiante e realizar.<br \/>\nDeusa Lunar Asteca Coylxauhqui nos aben\u00e7oa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-496\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/coyolxauhqui.jpg\" alt=\"coyolxauhqui\" width=\"229\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/coyolxauhqui.jpg 229w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/coyolxauhqui-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 229px) 100vw, 229px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1978 nas escava\u00e7\u00f5es da cidade do M\u00e9xico, foi encontrada uma grande pedra com uma inscri\u00e7\u00e3o.\u00a0Era uma antiga lenda descrevendo a disputa entre Coyolxauhqui e Huitzilopocchtli, seu irm\u00e3o e deus\u00a0do Sol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Mitologia Asteca Coyolxauhqui \u00e9 uma deusa s\u00edmbolo da lua.\u00a0Seu nome significa &#8220;Mulher com sinos de cobre em seu rosto&#8221;, \u00e9 quando a lua cheia sobe e fica vermelha, voc\u00ea pode v\u00ea-los.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua m\u00e3e, Coatlicue, tornou-se magicamente gr\u00e1vida quando uma coroa de penas caiu no colo. Acreditando que sua fam\u00edlia tinha sido desonrada, o Coyolxauhqui irritado pretendia mat\u00e1-la, mas a crian\u00e7a Huitzilopochtli, cujo nome significa &#8220;Colibri \u00e0 Esquerda&#8221; (ao sul, ou seja, o Sol), surgindo desde o ventre totalmente blindado, defendeu sua m\u00e3e e matou Coyolxauhqui. Cortou sua cabe\u00e7a e atirou-a no c\u00e9u, onde tornou-se a lua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O combate entre Coyolxauhqui Huitzilopochtli da Lua e do Sol representa a altern\u00e2ncia de dia e de noite.<br \/>\nCoyolxauhqui em um n\u00edvel pragm\u00e1tico pode indicar a rivalidade entre irm\u00e3os. Em um maior n\u00edvel, este dia representa a energia necess\u00e1ria para transcender as diferen\u00e7as e ser capaz de mover o esp\u00edrito para um plano superior.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-495\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/coyolxauhqui2.jpg\" alt=\"coyolxauhqui2\" width=\"189\" height=\"281\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alraune, a deusa da sorte e da magia, pode ser homenageada com\u00a0oferendas de raiz de mandr\u00e1gora.\u00a0Essa raiz era utilizada na confec\u00e7\u00e3o de amuletos de prote\u00e7\u00e3o e boa sorte.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-494\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mandragora01.jpg\" alt=\"mandragora01\" width=\"245\" height=\"270\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este g\u00eanero \u00e9 composto por seis esp\u00e9cies de ervas perenes, sem caules, em formato de pequenas rosetas de folhas ovaladas, com grandes ra\u00edzes bifurcadas que lembram formas humanas, distribu\u00eddas desde regi\u00f5es mediterr\u00e2neas at\u00e9 o Himalaia. Mandr\u00e1gora \u00e9 o antigo nome grego para a planta e pode ser uma corrup\u00e7\u00e3o de nam tar ira \u201cdroga masculina de Namtar\u201d (Ass\u00edria), uma vez que a planta era reputada por curar esterilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mandr\u00e1gora officinarum medra em encostas rochosas na regi\u00e3o mediterr\u00e2nea. Ocasionalmente \u00e9 cultivada em jardins como curiosidade. Suas flores pequenas, de colora\u00e7\u00e3o variando de branco a azul-esbranqui\u00e7ado, aparecem ao n\u00edvel do solo na primavera e s\u00e3o seguidas por frutos arom\u00e1ticos, amarelos. O cheiro que emana \u00e9 muito desagrad\u00e1vel. Em geral, n\u00e3o se trata de uma planta f\u00e1cil de identificar, principalmente pelo fato de a parte externa ser apenas constitu\u00edda por um pequeno tufo de erva.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-493\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mandragora2.jpg\" alt=\"mandragora2\" width=\"230\" height=\"173\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Mandr\u00e1gora \u00e9 uma planta estranha, tanto na apar\u00eancia quanto nas associa\u00e7\u00f5es feitas de suas propriedades. A raiz bifurcada se assemelha a uma forma humana e era antigamente considerada como um afrodis\u00edaco e cura para esterilidade. Suas propriedades narc\u00f3ticas e alucin\u00f3genas foram exploradas em bruxarias e rituais de magia durante as Idades Antiga e M\u00e9dia. Era considerado ser fatal para uma pessoa comum desenterrar uma planta, pois os gritos agudos de sua raiz o assustaria, levando-o \u00e0 morte: consequentemente era tradi\u00e7\u00e3o amarrar a raiz a um c\u00e3o para este a puxar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apuleio,&#8230;&#8221; no s\u00e9culo V d.c., descreveu assim: \u201cEm uma noite sem lua, deve-se ir ao lugar onde cresce a Mandr\u00e1gora e come\u00e7ar a cavar com um instrumento que n\u00e3o seja de ferro. Quando tiverem sido descobertos os bra\u00e7os e as pernas, amarre-se a estas uma corda, cuja outra extremidade ser\u00e1 fixada \u00e0 coleira de um c\u00e3o esfomeado. Lan\u00e7a-se o mais distante poss\u00edvel um peda\u00e7o de carne: o animal precipitar-se-\u00e1 para peg\u00e1-lo e, assim fazendo, extrair\u00e1 do terreno a raiz. Nesse exato momento, a planta far\u00e1 ouvir seu grito terr\u00edvel de ang\u00fastia que pode matar o homem; no instante em que o c\u00e3o a arranca, deve-se ter o cuidado de soprar ruidosamente dentro de um corno, cobrindo dessa forma o berro agonizante do vegetal, salvando a pr\u00f3pria vida. Por\u00e9m, a morte da planta exige um sacrif\u00edcio: deve-se, portanto, matar o c\u00e3o para n\u00e3o pagar a prodigiosa aquisi\u00e7\u00e3o com a pr\u00f3pria vida\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como parentes pr\u00f3ximas, Atropa beladona, Hyoscyamus niger e muitas outras solan\u00e1ceas, Mandr\u00e1gora officinarum cont\u00e9m alcaloides, \u00e9 venenosa e cont\u00e9m um potente sedativo e analg\u00e9sico. Em quantidades suficientes, estes induzem um estado de torpor e oblitera\u00e7\u00e3o, propriedades essas que eram usadas em cirurgia antigas. Mandr\u00e1gora officinarum se tornou uma prepara\u00e7\u00e3o homeop\u00e1tica oficial em 1877 e hoje raramente \u00e9 usada para qualquer outro prop\u00f3sito. Mandr\u00e1gora officinarum n\u00e3o deve ser confundida com Podophyllum peltatum (mandr\u00e1gora americana), uma erva medicinal usual, frequentemente tamb\u00e9m chamada simplesmente de mandr\u00e1gora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As partes usadas s\u00e3o as ra\u00edzes. Uma erva sedativa, analg\u00e9sica, que tem efeitos purgativos e em\u00e9ticos. A erva era usada antigamente internamente para aliviar a dor, como afrodis\u00edaco, e para o tratamento de desordens nervosas.<\/p>\n<h3>Mandr\u00e1gora \u00e9 citada na b\u00edblia em G\u00eanesis 30, 14-16<\/h3>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">14 Um dia, por ocasi\u00e3o da ceifa, Ruben saiu ao campo, e,\u00a0tendo encontrado umas mandr\u00e1goras, levou-as \u00e0 sua m\u00e3e Lia.\u00a0Raquel disse a Lia: \u201cRogo-te que me d\u00eas as mandr\u00e1goras de teu filho\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">15 Lia respondeu: \u201cJ\u00e1 n\u00e3o \u00e9 bastante o teres tomado meu marido,\u00a0para que queiras ainda as mandr\u00e1goras do meu filho?\u201d &#8211;\u00a0\u201cPois bem, tornou Raquel, em troca das mandr\u00e1goras do teu filho,\u00a0(permito) que ele durma contigo esta noite\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">16 \u00c0 noite, quando Jac\u00f3 voltou do campo, Lia saiu ao seu encontro:\u00a0\u201cVem comigo, disse-lhe ela, eu te aluguei em troca das mandr\u00e1goras\u00a0do meu filho\u201d. E Jac\u00f3 dormiu com ela aquela noite.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h3>E tamb\u00e9m em C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos (Cantares de Salom\u00e3o) 17, 13-14<\/h3>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">13 Pela manh\u00e3 iremos \u00e0s vinhas, para ver se a vinha lan\u00e7ou rebentos,\u00a0se as suas flores se abrem, se as rom\u00e3zeiras est\u00e3o em flor.\u00a0Ali te darei as minhas car\u00edcias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">14 As mandr\u00e1goras exalam o seu perfume; temos \u00e0\u00a0nossa porta frutos excelentes, novos e velhos\u00a0que guardei para ti, meu bem-amado.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Pesquisa feita no Blog:<br \/>\n<a title=\"Blog Plantas M\u00e1gicas\" href=\"http:\/\/plantasmagicas.blog.com\/mandragora\/\" target=\"_blank\">http:\/\/plantasmagicas.blog.com\/mandragora\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>todos os dias s\u00e3o especiais.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":497,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15,686],"tags":[684],"class_list":["post-492","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-diario-da-alquimista","category-rituais-magicos","tag-diario-da-alquimista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/492","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=492"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/492\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3170,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/492\/revisions\/3170"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/497"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=492"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=492"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=492"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}