{"id":521,"date":"2014-12-26T20:33:13","date_gmt":"2014-12-26T20:33:13","guid":{"rendered":"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/?p=521"},"modified":"2015-05-01T20:33:40","modified_gmt":"2015-05-01T20:33:40","slug":"deusa-nordica-sunna-a-senhora-lunar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/ritos-e-deuses\/deusa-nordica-sunna-a-senhora-lunar\/","title":{"rendered":"Deusa n\u00f3rdica Sunna. A Senhora Lunar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-522\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/deusasunna.jpg\" alt=\"deusasunna\" width=\"178\" height=\"282\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sunna era a personifica\u00e7\u00e3o divina da luz solar, venerada pelos povos n\u00f3rdicos como doadora da vida e cujos s\u00edmbolos &#8211; a roda solar e os c\u00edrculos conc\u00eantricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more-->Foram encontradas em in\u00fameras inscri\u00e7\u00f5es rupestres origin\u00e1rias da era Neol\u00edtica e da Idade do Bronze. Apesar da import\u00e2ncia dos cultos e mitos solares nas antigas sociedades n\u00f3rdicas, existem poucas refer\u00eancias sobre Sunna nos poemas e mitos mais recentes. Nas l\u00ednguas escandinavas e germ\u00e2nicas o g\u00eanero do sol \u00e9 feminino e existem associa\u00e7\u00f5es evidentes entre o sol e a deusa do norte europeu, como era de se esperar, tendo em vista a influ\u00eancia do sol para o florescimento da natureza e o amadurecimento das colheitas nos curtos meses de ver\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas escava\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios s\u00edtios na Alemanha foram encontrados s\u00edmbolos solares gravados sobre estatuetas femininas, oriundas dos primeiros s\u00e9culos d.C. H\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de que essas imagens &#8211; representando uma deusa solar &#8211; faziam parte das pr\u00e1ticas dom\u00e9sticas das mulheres; figuras semelhantes foram achadas em pequenos altares, nas ru\u00ednas de resid\u00eancias e nos t\u00famulos, comprovando a extens\u00e3o desta venera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sunna regia o ciclo do dia e os ritmos da vida agr\u00edcola, que giravam em torno do nascer e p\u00f4r do sol, dos solst\u00edcios e eclipses e garantia a sustenta\u00e7\u00e3o da vida em uma clica de frio e terra in\u00f3spita. Chamada de &#8220;noiva brilhante do c\u00e9u&#8221; E &#8220;Senhora Sol&#8221;, Sunna carregava o disco solar durante o dia, em uma carruagem dourada puxada por dois cavalos: Arvakr, &#8220;o madrugador&#8221; e Alsvin, &#8220;o veloz&#8221;, sob cujas selas havia sacos com vento para mant\u00ea-los protegidos do intenso, calor solar. Sunna se apresentava envolta por uma luz doirada, cujos raios formavam seus cabelos; horas antes do sol nascer, ela ficava sentada sobre uma rocha e fiava outro com seu fuso dourado. Para conduzir a carruagem, ela segurava um chicote e um escudo chamado Svalin (o esfriador), para proteger a terra e os seres humanos do calor excessivo e destrutivo para os raios solares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A trajet\u00f3ria de Sunna era marcada por dois per\u00edodos: durante o dia ela conduzia sua carruagem dourada percorrendo e iluminando o c\u00e9u, do leste para oeste. Quando anoitecia, ela mergulhava no mar ou na terra e assumia a dire\u00e7\u00e3o de um barco puxado por um enorme peixe, iniciando um trajeto inverso, do oeste para o leste. No final da noite, antes do alvorecer, Sunna emergia lentamente do mar ou da terra, sentada novamente na sua carruagem dourada, com o brilho contido na alvorada e aumentando progressivamente seu brilho e calor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sunna \u00e9 uma das tr\u00eas deusas que ir\u00e3o morrer no Ragnar\u00f6k (junto com Bil e Hel), sendo alcan\u00e7ada e devorada pelos lobos Skoll e Hati, seus eternos perseguidores. Por\u00e9m, antes de morrer, dar\u00e1 \u00e0 luz a uma filha, que, no alvorecer do Novo Mundo, ir\u00e1 assumir seu nome e continuar\u00e1 sua miss\u00e3o (conforme descrito no Mito da Cria\u00e7\u00e3o). \u00c9 poss\u00edvel que sua morte se deva ao fato de ter nascido como uma mortal (Filha de Mundilfari, irm\u00e3 de Mani, o regente lunar) e divinizada por Odin, devido \u00e0 sua estonteante beleza e peculiar brilho dourado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os povos antigos que reverenciam Sunna ergueram em sua honra in\u00fameros c\u00edrculos de pedras, destinados para a realiza\u00e7\u00e3o de rituais nas datas sagradas dos solst\u00edcios e equin\u00f3cios. Um jogo antigo que foi preservado na Escandin\u00e1via e Alemanha era feito na primavera, quando jovens das comunidades &#8220;aprisionavam&#8221; uma mo\u00e7a no centro de um labirinto de pedras arrumadas em forma de espiral e depois a &#8220;libertavam&#8221; do seu cativeiro. Em todos os locais onde se realizavam dan\u00e7as e festejos primaveris, existia na proximidade um labirinto &#8211; de pedras, mont\u00edculos de terra ou cavado no ch\u00e3o. Apesar de ter se perdido o mito que lhe deu origem, a dan\u00e7a em espiral permaneceu pelo menos um mil\u00eanio ap\u00f3s a cristianiza\u00e7\u00e3o. Estudiosos conclu\u00edram que o labirinto era conectado com o rito da passagem do inverno e a liberta\u00e7\u00e3o do ver\u00e3o, resqu\u00edcios de um antigo mito solar pan-europeu, centrado numa divindade feminina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram encontrados em in\u00fameros lugares, da Isl\u00e2ndia at\u00e9 a It\u00e1lia e a R\u00fassia, centenas de labirintos, com desenhos intrincados e associados com as dan\u00e7as na primavera. O cristianismo incorporou muitos dos desenhos e s\u00edmbolos solares nas igrejas erguidas sobre os antigos locais sagrados pag\u00e3os. A teoria sobre a origem \u00e1rtica desse ritual \u00e9 apoiada pela reprodu\u00e7\u00e3o do movimento do sol no c\u00e9u n\u00f3rdico pelo tra\u00e7ado do labirinto. Pr\u00f3ximo ao C\u00edrculo \u00c1rtico o padr\u00e3o anual do sol, \u00e9 diferente, formando arcos que se expandem e criando um labirinto, como se fossem fiados pelo fuso dourado de Sunna. Acredita-se que os labirintos escandinavos foram constru\u00eddos 6 mil anos atr\u00e1s, pois o culto da deusa solar no extremo norte data da pr\u00e9-hist\u00f3ria, conforme indicam as inscri\u00e7\u00f5es com motivos solares. Durante a Idade do Bronze, o ato de fiar tornou-se met\u00e1fora para a produ\u00e7\u00e3o da luz pela deusa c\u00f3smica, e assim as antigas culturas come\u00e7aram a reverenciar uma tecel\u00e3 solar.<\/p>\n<p>Chamada de \u201cA noiva brilhante do c\u00e9u\u201d e \u201cSenhora do Sol\u201d, irm\u00e3 do deus lunar Mani, Sunna carregava o disco solar durante o dia, em uma carruagem de ouro. Horas antes do Sol nascer ela ficava sentada sobre uma rocha e fiava com seu fuso dourado. Sua carruagem era puxada por dois cavalos: \u201cO Madrugador\u201d e \u201cO Poderoso\u201d, sob cujas selas havia sacos com vento para mant\u00ea-los frescos. Sunna se apresentava envolta por uma luz dourada cujos raios formavam seus cabelos; ela conduzia sua caruagem e segurava um chicote e um escudo chamado Svalin (frio), para proteger a terra do calor destrutivo. Sunna protegia tamb\u00e9m os humanos das a\u00e7\u00f5es dos gigantes e dos an\u00f5es mal\u00e9volos, petrificando-os com seu olhar.<\/p>\n<p>Por ocasi\u00f5es do Ragnar\u00f6k, ela sera vencida e devorada pelo lobo Skoll, mas, antes de morrer dar\u00e1 \u00e0 luz uma filha, que no alvorecer do Novo Mundo ir\u00e1 assumir sua miss\u00e3o e seu nome. \u00c9 poss\u00edvel que sua morte se deva ao fato de ela ter nascido como uma mortal e divinizada por Odin por sua estonteante beleza. Esse fato \u00e9 semelhante \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da mo\u00e7a Bil \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de deusa lunar, ambas condenadas a morrer no Ragnar\u00f6k.<br \/>\nSunna era reverenciada pelos povos n\u00f3rdicos como a doadora da luz e da vida e, em sua homenagem, muitos menires e c\u00edrculos de pedras foram erguidos e destinados a seus rituais. Seu s\u00edmbolo, a roda solar, \u00e9 encontrado em in\u00fameras inscri\u00e7\u00f5es rupestres.<\/p>\n<p>Elementos: fogo, ar.<br \/>\nAnimais tot\u00eamicos: cavalo, \u00e1guia, drag\u00e3o (do fogo e do ar), lobo.<br \/>\nCores: amarelo, laranja, vermelho, dourado.<br \/>\n\u00c1rvores: ac\u00e1cia \u201cchuva de ouro\u201d, giesta, t\u00edlia.<br \/>\nPlantas: camomila, dente-de-le\u00e3o, girassol, hiperic\u00e3o.<br \/>\nPedras: \u00e2mbar, top\u00e1zio, citrino, pedra-do-sol, diamante.<br \/>\nMetais: ouro.<br \/>\nDia da semana: domingo.<br \/>\nDatas de celebra\u00e7\u00e3o: solst\u00edcio de ver\u00e3o ou no solst\u00edcio de inverno.<br \/>\nS\u00edmbolos: carruagem, c\u00edrculo m\u00e1gico, c\u00edrculo de pedras, colar, cristais, dan\u00e7a circular, disco, chicote, escudo, espelho, fogo, fylfotI (su\u00e1stica), mandala, movimento girat\u00f3rio, objetos dourados, roda solar e sagrada, Sol, solst\u00edcios.<br \/>\nRunas: Raidho, Sowilo, Sol.<br \/>\nRituais: Sauda\u00e7\u00e3o ao Sol, rituais solares, dan\u00e7as circulares e girat\u00f3rias, pr\u00e1ticas de energiza\u00e7\u00e3o e vitaliza\u00e7\u00e3o, prepara\u00e7\u00e3o da \u00e1gua solarizada, cura com cristais, alinhamentos dos chacras, celebra\u00e7\u00f5es dos solst\u00edcios com fogueiras.<br \/>\nPalavras-chave: autorrealiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sunna era a personifica\u00e7\u00e3o divina da luz solar, venerada pelos povos n\u00f3rdicos como doadora da vida e cujos s\u00edmbolos &#8211; a roda solar e os c\u00edrculos conc\u00eantricos.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":522,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[27,34,186,185],"class_list":["post-521","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ritos-e-deuses","tag-deusa","tag-nordico","tag-ragnarok","tag-sunna"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/521","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=521"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/521\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":523,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/521\/revisions\/523"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/522"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}