{"id":691,"date":"2021-10-04T17:00:00","date_gmt":"2021-10-04T17:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/?p=691"},"modified":"2025-09-03T01:31:46","modified_gmt":"2025-09-03T01:31:46","slug":"poema-do-menino-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/diario-da-alquimista\/poema-do-menino-jesus\/","title":{"rendered":"Poema do Menino Jesus"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/crianca2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"849\" height=\"834\" src=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/crianca2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2089\" srcset=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/crianca2.jpg 849w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/crianca2-300x295.jpg 300w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/crianca2-768x754.jpg 768w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/crianca2-50x50.jpg 50w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/crianca2-80x80.jpg 80w\" sizes=\"auto, (max-width: 849px) 100vw, 849px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu posso mudar.<br \/>Eu posso viver da minha imagina\u00e7\u00e3o ao inv\u00e9s da minha mem\u00f3ria.<br \/>Eu posso me amarrar ao meu potencial ilimitado ao inv\u00e9s do meu passado limitado.<br \/>( Stephen Covey )<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser capaz de soltar-se do que te impede de caminhar.<br \/>Ser capaz de deixar com que suas ra\u00edzes flutuem no ar.<br \/>Ser a metamorfose.<\/p>\n<h2>Poema Do Menino Jesus &#8211;\u00a0Fernando Pessoa<\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\">Num meio-dia de fim de primavera eu tive um sonho como<br \/>uma fotografia: eu vi Jesus Cristo descer \u00e0 Terra.<br \/>Ele veio pela encosta de um monte, mas era outra vez<br \/>menino, a correr e a rolar-se pela erva<br \/>A arrancar flores para deitar fora, e a rir de modo a<br \/>ouvir-se de longe.<br \/>Ele tinha fugido do c\u00e9u. Era nosso demais pra<br \/>fingir-se de Segunda pessoa da Trindade.<br \/>Um dia que DEUS estava dormindo e o Esp\u00edrito Santo<br \/>andava a voar, Ele foi at\u00e9 a caixa dos milagres e<br \/>roubou tr\u00eas.<br \/>Com o primeiro Ele fez com que ningu\u00e9m soubesse que<br \/>Ele tinha fugido; com o segundo Ele se criou<br \/>eternamente humano e menino; e com o terceiro Ele<br \/>criou um Cristo eternamente na cruz e deixou-o pregado<br \/>na cruz que h\u00e1 no c\u00e9u e serve de modelo \u00e0s outras.<br \/>Depois Ele fugiu para o Sol e desceu pelo primeiro<br \/>raio que apanhou.<br \/>Hoje Ele vive na minha aldeia, comigo. \u00c9 uma crian\u00e7a<br \/>bonita, de riso natural.<br \/>Limpa o nariz com o bra\u00e7o direito, chapinha nas po\u00e7as<br \/>d&#8217;\u00e1gua, colhe as flores, gosta delas, esquece.<br \/>Atira pedras aos burros, colhe as frutas nos pomares,<br \/>e foge a chorar e a gritar dos c\u00e3es.<br \/>S\u00f3 porque sabe que elas n\u00e3o gostam, e toda gente acha<br \/>gra\u00e7a, Ele corre atr\u00e1s das raparigas que levam as<br \/>bilhas na cabe\u00e7a e levanta-lhes a saia.<br \/>A mim, Ele me ensinou tudo. Ele me ensinou a olhar<br \/>para as coisas. Ele me aponta todas as cores que h\u00e1<br \/>nas flores e me mostra como as pedras s\u00e3o engra\u00e7adas<br \/>quando a gente as tem na m\u00e3o e olha devagar para<br \/>elas.<br \/>Damo-nos t\u00e3o bem um com o outro na companhia de tudo<br \/>que nunca pensamos um no outro. Vivemos juntos os dois<br \/>com um acordo \u00edntimo, como a m\u00e3o direita e a esquerda.<br \/>Ao anoitecer n\u00f3s brincamos as cinco pedrinhas no<br \/>degrau da porta de casa. Graves, como conv\u00e9m a um DEUS<br \/>e a um poeta. Como se cada pedra fosse todo o Universo<br \/>e fosse por isso um perigo muito grande deix\u00e1-la cair<br \/>no ch\u00e3o.<br \/>Depois eu lhe conto hist\u00f3rias das coisas s\u00f3 dos<br \/>homens. E Ele sorri, porque tudo \u00e9 incr\u00edvel. Ele ri<br \/>dos reis e dos que n\u00e3o s\u00e3o reis. E tem pena de ouvir<br \/>falar das guerras e dos com\u00e9rcios.<br \/>Depois Ele adormece e eu o levo no colo para dentro da<br \/>minha casa, deito-o na minha cama, despindo-o<br \/>lentamente, como seguindo um ritual todo humano e todo<br \/>materno at\u00e9 Ele estar nu.<br \/>Ele dorme dentro da minha alma. \u00c0s vezes Ele acorda de<br \/>noite, brinca com meus sonhos. Vira uns de pena pro ar,<br \/>p\u00f5e uns por cima dos outros, e bate palmas, sozinho,<br \/>sorrindo para os meus sonhos.<br \/>Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a crian\u00e7a, o mais<br \/>pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro a Tua<br \/>casa. Deita-me na tua cama. Despe o meu ser, cansado e<br \/>humano. Conta-me hist\u00f3rias caso eu acorde para eu<br \/>tornar a adormecer, e d\u00e1-me sonhos Teus para eu<br \/>brincar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2>Saber Antigo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizem as lendas que as borboletas s\u00e3o fadas\u00a0disfar\u00e7adas. Quando acreditamos nelas, elas nos presenteiam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e1 para um jardim, e siga a primeira borboleta que vir. Preste\u00a0aten\u00e7\u00e3o ao primeiro lugar que ela pousar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se for uma flor\u00a0ou uma folha(espere a borboleta se afastar), pe\u00e7a licen\u00e7a \u00e0\u00a0M\u00e3e Natureza e pegue-a. Este \u00e9 um amuleto m\u00e1gico, um\u00a0presente das Fadas para voc\u00ea.<\/p>\n<p>Namast\u00ea\u00a0<\/p>\n<p>Monica<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/1-borboleta.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"420\" src=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/1-borboleta.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2092\" srcset=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/1-borboleta.jpg 620w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/1-borboleta-300x203.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivencie o Poema do Menino Jesus<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1976,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15,686],"tags":[684],"class_list":["post-691","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-diario-da-alquimista","category-rituais-magicos","tag-diario-da-alquimista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=691"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/691\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3129,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/691\/revisions\/3129"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}