{"id":89,"date":"2009-11-06T14:15:39","date_gmt":"2009-11-06T14:15:39","guid":{"rendered":"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/?p=89"},"modified":"2015-05-01T16:43:28","modified_gmt":"2015-05-01T16:43:28","slug":"tiamat-a-grande-mae-da-babilonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/ritos-e-deuses\/tiamat-a-grande-mae-da-babilonia\/","title":{"rendered":"Dia de Tiamat, a Grande M\u00e3e da Babil\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-90\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/tiamat-239x300.jpg\" alt=\"tiamat\" width=\"239\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/tiamat-239x300.jpg 239w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/tiamat.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tiamat \u00e9 uma deusa das mitologias babil\u00f4nica e sum\u00e9ria.\u00a0Na maioria das vezes Tiamat \u00e9 descrita como uma Serpente do Mar ou um Drag\u00e3o mas nenhum texto foi encontrado nos quais contenham uma associa\u00e7\u00e3o clara com essas criaturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more-->Inicialmente, quando o mundo cultuava divindades femininas com suas v\u00e1rias faces, Tiamat era adorada como a m\u00e3e dos elementos. \u00a0Tiamat foi respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o de tudo que existe.\u00a0Os deuses eram seus filhos, netos e bisnetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O reino da Babil\u00f4nia se desenvolveu ao sul da Mesopot\u00e2mia durante 2200 at\u00e9 538 a. C., quando os persas conquistaram a cidade. Os babil\u00f4nios eram os herdeiros do grande legado cultural dos antigos sum\u00e9rios.<br \/>\nPara os babil\u00f4nios como para o sum\u00e9rios, o rei obtinha sua autoridade diretamente dos Deuses. Por exemplo, o rei Hammurabi afirmava que havia recebido as leis de seu C\u00f3digo diretamente da m\u00e3o do Deus Sol Shamash. Os reis eram t\u00e3o importantes que, em anos recentes, o agora condenado ditador Saddam Hussein (nascido em 1937), justificava em parte sua soberania sobre o Iraque atual, comparando-se com o rei Nabucodonosor, que governou desde o ano de 606 at\u00e9 562 a. C.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Tiamat pode ser encontrada no \u00e9pico babil\u00f4nico Enuma Elish, data do s\u00e9culo XIX-XVI a. C., que foi cantada ante a est\u00e1tua de Marduk, Deus principal babil\u00f4nico, celebrando a funda\u00e7\u00e3o do mundo e da pr\u00f3pria Babil\u00f4nia que era o centro do mundo.<br \/>\nTudo inicia-se com o caos aqu\u00e1tico. Apsu a \u00e1gua doce que origina rios e riachos, e Tiamat, o mar ou as \u00e1guas salgadas (representada na forma de um drag\u00e3o), combinam seus poderes para criar o universo e os Deuses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros dois Deuses chamaram-se Lachmu e Lachamu. A primeira prole se reproduziu e formou-se outra prole. Esses Deuses irritavam profundamente Apsu que convocou seu auxiliar Mummu e foram juntos a Tiamat, a quem disseram que a descend\u00eancia de ambos deveria ser eliminada para que regressasse a tranquilidade. Tiamat, entretanto, enfureceu-se recha\u00e7ou a ideia, pois embora estivesse perturbada com os ru\u00eddos dos deuses, os perdoava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As crian\u00e7as Deuses acabam descobrindo que Apsu tinha plano de mat\u00e1-las e enviam o Deus Ea para mat\u00e1-lo primeiro.<br \/>\nTiamat n\u00e3o apoiava os planos de Apsu de destruir seus filhos mas, diante da morte de seu esposo, passa a lutar contra eles. A Deusa encontra outro companheiro, Kingu, com quem gera v\u00e1rios monstros: serpentes de garras venenosas, homens escorpi\u00f5es, le\u00f5es dem\u00f4nios, monstros tempestade, centauros e drag\u00f5es voadores. Depois, partiu para a retalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes designou Kingu como chefe de seu ex\u00e9rcito dizendo:<br \/>\n-&#8220;Exaltando-te na assembleia dos Deuses, eu te dou o poder para dirigir todos eles. Tu \u00e9s magn\u00edfico e meu \u00fanico esposo. Que os Anunnaki exaltem teu nome.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entregou-lhe ent\u00e3o as T\u00e1buas do Destino.\u00a0As crian\u00e7as Deuses temiam lutar contra Tiamat at\u00e9 que Marduk, filho de Ea, decidi lutar contra ela. O restante dos deuses rebentos prometeram a Marduk que, em caso de vit\u00f3ria, ele seria coroado como rei dos Deuses.<br \/>\nMarduk teceu uma rede e apanhou Kingu e todos os monstros. Ele os acorrentou e os atirou no Submundo. Partiu ent\u00e3o para matar Tiamat. Primeiro Marduk cegou o drag\u00e3o com seu disco m\u00e1gico, possivelmente representado pelo pr\u00f3prio sol, pois o Deus era tamb\u00e9m um her\u00f3i solar. Depois feriu mortalmente Tiamat com uma lan\u00e7a, s\u00edmbolo da vontade criativa e procria\u00e7\u00e3o. O her\u00f3i teve ainda o aux\u00edlio dos sete ventos para destruir Tiamat. Com metade do corpo dela ele fez o c\u00e9u, e com a outra metade a Terra. Tomou sua saliva e formou as nuvens e de seus olhos fez fluir o Tigre e o Eufrates. Finalmente de seus seios criou grandes montanhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os humanos foram criados a partir do sangue de Kingu misturado com terra. Marduk, de posse das T\u00e1buas do Destino, criou em seguida, uma habita\u00e7\u00e3o para os Deuses no c\u00e9u, fixou as estrelas e regulou a dura\u00e7\u00e3o do ano e fundou a cidade da Babil\u00f4nia para que fosse sua resid\u00eancia terrestre.<br \/>\nOutros mitos, descrevem o processo de cria\u00e7\u00e3o como um fluxo cont\u00ednuo de energias originadas do sangue menstrual de Tiamat, armazenado no Mar Vermelho ou Tiamat, em \u00e1rabe. Foi essa a raz\u00e3o pela qual, mesmo ap\u00f3s a interpreta\u00e7\u00e3o patriarcal do mito, na qual foi acrescentada a figura de Marduk, que teria matado Tiamat, o Drag\u00e3o do Caos e criado o mundo com seu corpo, foi mantido na Babil\u00f4nia, durante muito tempo, o calend\u00e1rio menstrual, celebrando os Abbats e nomeando os meses do ano de acordo com as fases da Lua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mist\u00e9rio de Tiamat e de Marduk era comemorado anualmente na Babil\u00f4nia durante o Ano Novo ou no festival de Akitu.<br \/>\nPouco resta da magn\u00edfica cidade da Babil\u00f4nia, somente uns quatro bancos de barro \u00e0s margens do rio Eufrates, sul da atual Bagd\u00e1, Iraque. Por\u00e9m um dia, a cidade da Babil\u00f4nia foi famosa por seus &#8220;jardins suspensos&#8221;, uma das maravilhas do antigo mundo. No cora\u00e7\u00e3o da cidade estava o templo de Marduk, a Casa da Funda\u00e7\u00e3o do C\u00e9u e da Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como em incont\u00e1veis mitos, a origem de toda a vida teria vindo do mar primordial, quer na terra, ou no c\u00e9u, mas o que existe de comum em todas estas poss\u00edveis proced\u00eancias s\u00e3o as trevas primordiais. S\u00e3o delas que se origina a luz, sob a forma de luz ou estrelas e do dia acompanhado pelo sol. \u00c9 esse fator comum, a escurid\u00e3o da noite primordial como s\u00edmbolo do inconsciente que explica a identidade entre o c\u00e9u noturno, terra, mundo inferior e \u00e1gua primordial anterior \u00e0 luz. Com efeito, o inconsciente \u00e9 a m\u00e3e de todas as coisas, e tudo o que surgiu depois e permanece na luz da consci\u00eancia est\u00e1 em uma rela\u00e7\u00e3o filial com a escurid\u00e3o. Designamos como urob\u00f3rica, essa situa\u00e7\u00e3o ps\u00edquica primordial, que abrange os opostos e, ma qual os elementos masculinos e femininos, os inerentes \u00e0 consci\u00eancia e os hostis a ela, confundem-se uns com os outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Babil\u00f4nia, a unidade masculino feminina dos uroboros era constitu\u00edda por Tiamat e Apsu, que representavam o caos primordial da \u00e1gua. Mas \u00e9 Tiamat, o verdadeiro elemento de origem, a m\u00e3e de todos os deuses, e a possuidora das t\u00e1buas do destino.<br \/>\nA exist\u00eancia original de Tiamat tamb\u00e9m resulta do fato desta ter sobrevivido \u00e0 morte de Apsu e, quando finalmente derrotada pelo Deus sol patriarcal Marduk, formam-se a partir de seu corpo a ab\u00f3bada celeste superior e a ab\u00f3bada inferior das profundezas. Assim, mesmo depois de ter sido derrotada, ela permanece como o Grande C\u00edrculo que tudo cont\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tiamat, n\u00e3o \u00e9 apenas o monstro terr\u00edvel (drag\u00e3o) do abismo, tal como a via o mundo patriarcal daquele que a venceu, Marduk. Ela \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 geradora, como tamb\u00e9m a m\u00e3e leg\u00edtima de suas criaturas, que se enfureceu quando Apsu decidiu matar os deuses que eram seus filhos. Somente depois destes terem assassinado Apsu, seu marido, o pai primordial, \u00e9 que ela d\u00e1 inicia \u00e0 sua vingan\u00e7a e propaga a sua for\u00e7a destruidora.<br \/>\nTiamat representa o poder irracional dos prim\u00f3rdios e do inconsciente criador. Mesmo na morte, ela continuou a representar o mundo superior e o inferior. Marduk, ao contr\u00e1rio, \u00e9 um legislador. A cada uma das for\u00e7as celestes ele atribuiu um lugar fixo e, como Deus b\u00edblico do G\u00eanese, organizou o mundo segundo leis racionais que correspondem \u00e0 consci\u00eancia e sua natureza solar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O car\u00e1ter numinoso da Grande Deusa ainda se manifesta na forma de um Drag\u00e3o em Tiamat, entretanto, \u00e9 mais frequente este deusa primitiva surgir despida e com caracter\u00edsticas sexuais acentuadas quando a \u00eanfase recai em sua fecundidade e em seu car\u00e1ter sexual.<br \/>\nTaimat n\u00e3o \u00e9 uma Deusa cruel, mas seus templos eram escondidos, devido a sua impopularidade, provavelmente por causa dos sacrif\u00edcios humanos que faziam parte de seus rituais. Isto mudou, em algumas cidades do Imp\u00e9rio, quando Tiamat passou a ser adorada abertamente e onde, os rituais mais sangrentos eram executados raramente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tiamat representa todos os cinco elementos chineses: terra, \u00e1gua, fogo, ar e metal.<\/p>\n<h2>A DERROTA DA DEUSA<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Enuma Elish \u00e9 a primeira hist\u00f3ria da substitui\u00e7\u00e3o de uma Deusa M\u00e3e por um deus que &#8220;fabrica&#8221; a cria\u00e7\u00e3o como algo distinto e separado de si mesmo. Em todos os mitos da Idade do Ferro (que come\u00e7a em 1250 a.C.) em que um deus do c\u00e9u ou do sol vence a uma grande serpente ou drag\u00e3o, podemos encontrar tra\u00e7os desse poema \u00e9pico babil\u00f4nico, nele a humanidade foi criada a partir do sangue de um deus sacrificado, e n\u00e3o h\u00e1 \u00fatero de uma Deusa primordial. Sua influ\u00eancia pode ser rastreada ao longo da mitologia hitita, ass\u00edria, persa, cananeia, hebreia, grega e romana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na cultura da Deusa, a concep\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre &#8220;criador&#8221; e &#8220;cria\u00e7\u00e3o&#8221; se expressa na imagem da M\u00e3e, como &#8220;zo\u00e9&#8221;, a fonte eterna, dando a luz a seu filho como &#8220;bios&#8221;, a vida eterna criada no tempo, que est\u00e1 viva e que ao morrer regressa \u00e0 fonte. O filho era a parte que emergia do todo, atrav\u00e9s da qual o todo podia chegar a conhecer-se a si mesmo. A medida que o deus &#8220;cresceu&#8221; no transcurso da Idade do Bronze, chegou a ser consorte da Deusa e em algumas ocasi\u00f5es cocriador com ela. Por\u00e9m, na Idade do Ferro a imagem da rela\u00e7\u00e3o representada no matrim\u00f4nio sagrado desaparece e se perde o equil\u00edbrio entre as imagens feminina e masculina da divindade que derivava da dita cerim\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, um deus pai se estabelece em uma posi\u00e7\u00e3o de supremacia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Deusa M\u00e3e, e se transforma paulatinamente em um deus sem consorte das tr\u00eas religi\u00f5es patriarcais que hoje em dia conhecemos: o juda\u00edsmo, o cristianismo e o islam. O deus \u00e9 ent\u00e3o o \u00fanico criador principal, quando antes era a Deusa quem havia sido a \u00fanica fonte da vida. Por\u00e9m, o deus se converte em fazedor do c\u00e9u e da terra, enquanto que a Deusa era o c\u00e9u e a terra. O conceito de &#8220;fazer&#8217; difere radicalmente do de &#8220;ser&#8221;, no sentido de que o que se faz e quem o faz n\u00e3o compartilham necessariamente da mesma subst\u00e2ncia; pode conceber-se o que se faz como inferior a quem o faz. No entanto, o que emerge da M\u00e3e \u00e9 necessariamente parte dela, como ela tamb\u00e9m \u00e9 parte do que dela emerge.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, a identidade essencial entre criador e cria\u00e7\u00e3o se quebrou e desta separa\u00e7\u00e3o nasceu um dualismo fundamental, o conhecido dualismo entre esp\u00edrito e natureza. No mito da Deusa esses dois termos carecem de significado se forem considerados em separado: a natureza \u00e9 espiritual e o esp\u00edrito \u00e9 natural porque o divino \u00e9 imanente \u00e0 cria\u00e7\u00e3o. No mito do deus, a natureza j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 &#8220;espiritual&#8221; e o esp\u00edrito j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 &#8220;natural&#8221;, porque o divino transcende da cria\u00e7\u00e3o. O esp\u00edrito n\u00e3o \u00e9 inerente \u00e0 natureza, mas est\u00e1 al\u00e9m dela e chega inclusive a converter-se em fonte da natureza. Assim, um novo significado se introduz na linguagem: o esp\u00edrito se torna criativo e a natureza se torna criada. Esse novo tipo de mito da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de uma a\u00e7\u00e3o divina que estabelece a ordem a partir do caos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos considerar esses mitos como relatos narrados pela humanidade em distintos momentos de evolu\u00e7\u00e3o: ambos explorariam, deste ponto de vista, distintos modos de existir no universo. Por\u00e9m, a atual tradi\u00e7\u00e3o judeu crist\u00e3, apresenta implicitamente o mito da dualidade de esp\u00edrito e natureza como &#8220;dado&#8221;, como inerente ao modo de ser das coisas. Ali\u00e1s, sua origem na hist\u00f3ria humana se perdeu para a consci\u00eancia: nas culturas patriarcais em que o deus pai se adorava como criador \u00fanico n\u00e3o sobreviveu recorda\u00e7\u00e3o alguma cuja forma possa conhecer-se das imagens anteriores da Deusa M\u00e3e como criadora.<\/p>\n<h2>AS MUDAN\u00c7AS<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desejo de poder, junto com o medo, sempre presente, a ser atacado, explica em grande parte a necessidade de um deus cada vez mais poderoso, finalmente um deus &#8220;supremo&#8221;, capaz de um unir um povo embaixo de uma causa comum de defesa ou ataque. Por\u00e9m, como resultado do predom\u00ednio do deus pai do c\u00e9u, apareceu uma ideia de tempo diferente. Esse j\u00e1 n\u00e3o se concedia como c\u00edclico, segundo o modelo lunar da Deusa M\u00e3e, que acolhia de volta os mortos em na escurid\u00e3o de seu \u00fatero. O deus pai n\u00e3o podia acolher os mortos em seu interior, nem devolv\u00ea-los \u00e0 terra para renascerem. Portanto, o tempo tornou linear aos olhos da humanidade: tinham um come\u00e7o no nascimento e um final na morte. De maneira similar, a pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o, elevada a uma propor\u00e7\u00e3o c\u00f3smica, tinha um come\u00e7o absoluto e teria um final definitivo, que coincidiria com o triunfo final da luz sobre a escurid\u00e3o, uma afirma\u00e7\u00e3o definitiva da vit\u00f3ria original que havia dotado de exist\u00eancia o universo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse modelo de tempo linear \u00e9 que influenciou o &#8220;mito da cria\u00e7\u00e3o&#8221; do s\u00e9culo XX, segundo o qual o &#8220;big bang&#8221; marcou o in\u00edcio da vida e \u00e9 poss\u00edvel que tamb\u00e9m est\u00e1 por detr\u00e1s do temor contempor\u00e2neo ante ao &#8220;big bang&#8221; apocal\u00edptico que marque o final dos tempo.(Pesquisa: <a href=\"http:\/\/www.rosanevolpatto.trd.br\/tiamat.htm\">http:\/\/www.rosanevolpatto.trd.br\/tiamat.htm<\/a>).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> Tiamat \u00e9 uma deusa das mitologias babil\u00f4nica e sum\u00e9ria.\u00a0Na maioria das vezes Tiamat \u00e9 descrita como uma Serpente do Mar ou um Drag\u00e3o mas nenhum texto foi encontrado nos quais contenham uma associa\u00e7\u00e3o clara com essas criaturas.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":90,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[38,27,37],"class_list":["post-89","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ritos-e-deuses","tag-babilonia","tag-deusa","tag-tiamat"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":470,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89\/revisions\/470"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}