{"id":979,"date":"2016-11-18T02:20:55","date_gmt":"2016-11-18T02:20:55","guid":{"rendered":"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/?p=979"},"modified":"2016-11-18T02:20:55","modified_gmt":"2016-11-18T02:20:55","slug":"eterno-despertar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/questao-de-ser\/casos-e-contos\/eterno-despertar\/","title":{"rendered":"Eterno Despertar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-980\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/despertar-169x300.jpg\" alt=\"despertar\" width=\"169\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/despertar-169x300.jpg 169w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/despertar.jpg 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 169px) 100vw, 169px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\nMaria Helena, invade o cotidiano de Estela em palavras soltas na brisa do tempo:<\/p>\n<p>&#8221; -Os soberanos buscam a cura em minhas ervas para aliviar suas dores e renovar o fluir livre de suas energias.&#8221;<br \/>\n&#8221; -Rei Henrique \u00e9 um tirano implac\u00e1vel, a vista que tenho de seu castelo \u00e9 fascinante; todos os dias pela manh\u00e3 visualizo a espada da justi\u00e7a atuando com sua divina ess\u00eancia no duro cora\u00e7\u00e3o dos que l\u00e1 habitam; acredito que um dia nossos destinos se cruzar\u00e3o e tenho sempre um mal estar incontrol\u00e1vel quando atuo neste complexo destino que desconhe\u00e7o.&#8221;<br \/>\n&#8221; &#8211; Voc\u00ea sabia que as flores de goivo significam ser fiel ao cora\u00e7\u00e3o no infort\u00fanio?&#8221;<\/p>\n<p>Estela aterrorizada em faixas vibrantes de outras dimens\u00f5es, caminha at\u00e9 a janela&#8230; Ouve, novamente a voz clara e suave de Maria Helena em seu interior:<br \/>\n&#8221; -Voc\u00ea viu Guizmo? -Ele espalhou folhas de goivo por todo meu caminho&#8230; -Sei que ele quer me avisar de algo, mas n\u00e3o entendo o motivo da pressa.<\/p>\n<p>Ao virar-se para ver o que a puxava, Estela depara-se com o Elemental Guizmo agarrado em sua saia e desmaia.<\/p>\n<p>O confronto:<br \/>\nMayra encontrou Estela embrulhada no sof\u00e1 em papel celofane e explodiu:<br \/>\n&#8211; Vou tentar explicar e quero que voc\u00ea me entenda&#8230;<br \/>\nTenho que te dizer que estou cheia de seus desvarios&#8230;<br \/>\nPor qualquer coisa voc\u00ea desiste&#8230;<br \/>\nLarga tudo!<br \/>\nPortas dimensionais que se abrem&#8230;<br \/>\nApari\u00e7\u00f5es fantasmag\u00f3ricas&#8230;<br \/>\nTudo para voc\u00ea \u00e9 apenas comum &#8230;<br \/>\nFaz parte do seu show.<br \/>\nAgora! Se qualquer humano, h\u00e1 decepciona, ou sei l\u00e1 o que.<br \/>\nPronto! voc\u00ea larga tudo, acabar com o grupo de estudos?<br \/>\nPor que? Por que Estela? Fala!<\/p>\n<p>(Mayra tinha seus olhos repletos de angustia, seu chackra lar\u00edngeo pulsava o vermelho e as lagrimas pulavam de seu rosto como pingos de chuva que molham a terra no inicio do ver\u00e3o)<br \/>\n(Estela recostada sof\u00e1 -j\u00e1 desembrulhada &#8211; balan\u00e7ava as pernas como se a qualquer momento um chute certeiro quebraria a estrutura de madeira que segurava o espelho do reflexo &#8211; olhava para a express\u00e3o da decep\u00e7\u00e3o de Mayra e refletia&#8230; Sim! Julgamentos&#8230;Eu n\u00e3o preciso compartilhar a rachadura do cristal que reflete a magia do que esta manifesto; quando a sincronicidade dos fatos caminha para a realiza\u00e7\u00e3o as pe\u00e7as do tabuleiro movimentam-se com espontaneidade e isso n\u00e3o acontece nesse grupo &#8211; ent\u00e3o grita:)<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o te dou o direito de cobrar posturas ou julgar, o encanto acabou e ningu\u00e9m ou nada pode parar Yod.<br \/>\n&#8211; Acabou os encontros&#8230;N\u00e3o tenho vontade de ver ou falar com ningu\u00e9m&#8230;N\u00e3o posso! N\u00e3o consigo!<br \/>\n&#8211; Odeio este tal de Henrique que faz parte do grupo&#8230;Odeio! E pronto!<br \/>\n(finalmente o p\u00e9 atingiu a mesa espelhada que estilha\u00e7ou a imagem condenada \u00e0 dor em peda\u00e7os de ju\u00edzo final)<\/p>\n<p>Cacos de alma espalhados pela sala jazem no espanto do surto&#8230;<\/p>\n<p>(Estela levantou-se em cacos,ou entre cacos, e deixou-se cair como energia\/alma, no aconchego da cama, e verbalizou tal qual ora\u00e7\u00e3o:)<\/p>\n<p>&#8211; Que Maia me condene ao amanhecer.<br \/>\nQue a Roda de Yod gire e o espa\u00e7o vazio seja preenchido pelo<br \/>\ntempo in\u00f3cuo da sobreviv\u00eancia corp\u00f3rea e suas quest\u00f5es absurdas.<br \/>\nSobreviverei no atemporal&#8230;&#8221;<br \/>\n&#8211; Vou dormir. At\u00e9 Amanh\u00e3!<\/p>\n<p>O Sonho:<br \/>\nMaria Helena!<br \/>\nCabelos loiros e cacheados ate a cintura, flores silvestres tal qual uma coroa aben\u00e7oavam sua tez para o Festival do Equin\u00f3cio da Primavera.<br \/>\nSeus p\u00e9s descal\u00e7os recebiam a energia de Gaia, enquanto decididos caminhavam pela floresta.<br \/>\nSete dos seus c\u00e3es a acompanhavam&#8230;<br \/>\nCavaleiros, armaduras cintilantes, barulho,risos, gritos, invas\u00e3o!<br \/>\nO cavalo do Rei Henrique pisoteou Asthuto&#8230;Agonia, dor.<br \/>\nA imagem perdeu a cor, o fato em si era o negativo do amor.<br \/>\nHenrique ria e fazia coment\u00e1rios judiciosos ao olhar o cachorro se contorcendo em agonia.<br \/>\n(Maria Helena segurava o em seus bra\u00e7os, banhando-o com seu pesar:)<br \/>\n&#8211; Asthuto! meu amado, reaja! Asthuto&#8230;<br \/>\n&#8211; Senhor dos Animais, Aben\u00e7oado Mestre, trazei sua Presen\u00e7a , aqui e agora!<br \/>\n(Um monge de vestes douradas se fez presente e carinhosamente desfez da dor a vida de Asthuto que descansou na paz.)<\/p>\n<p>Olhos vermelhos, fa\u00edscas do fogo da Terra incorporam a fisicalidade que pulou no pesco\u00e7o de rei Henrique que sentado em seu ego&#8221;sorria amarelo&#8221;, seu rosto foi rasgado por unhas envenenadas de \u00f3dio.<\/p>\n<p>&#8211; Cuidado! Senhor! (Como um polvo m\u00e1gico enumeras armaduras reluzentes,tentam agarrar Helena, nem mil bra\u00e7os desesperados poderiam segurar<br \/>\no dilacerar do belo rosto rei.)<\/p>\n<p>Helena foi espancada tal qual &#8220;escrava no tronco&#8221;, enquanto Henrique gritava, com seus dedos tr\u00eamulos apertando feridas que expandiam vingan\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8211; Parem, eu ordeno!<br \/>\n&#8211; Retirem-se todos daqui, voltem ao castelo.<br \/>\n&#8211; Agora!<br \/>\n(Henrique, vira-se para restos de Maria Helena:)<br \/>\n&#8211; Fique em p\u00e9 e recomponha-se seu bicho enfurecido sa\u00eddo dos infernos!<br \/>\n&#8211; Quem e o que e voc\u00ea?<br \/>\n&#8211; Sou Maria Helena de Gaia &#8211; Senhora das Ervas, Dama da Lua, Amiga dos Elementais&#8230;<br \/>\n(Seu corpo coberto de hematomas, empertigava-se o humanamente poss\u00edvel, altiva, prepotente e inating\u00edvel, s\u00f3 n\u00e3o o agredia porque qualquer movimento seria coroado com lan\u00e7as de dor.)<br \/>\nOlhos que se encontram, sentimentos que afloram&#8230;<br \/>\nEu Sou a Uni\u00e3o Inquebrant\u00e1vel e Indissol\u00favel com a Fam\u00edlia C\u00f3smica<br \/>\nEu Sou C\u00f3smico, Integral, aqui presente, neste eterno agora!<br \/>\nHenrique emanava amor com tal intensidade que envolveu Helena em seus bra\u00e7os num arrebatado salto de qu\u00e2ntico de encontro.<\/p>\n<p>Consci\u00eancia:<br \/>\nEstela no agora, saltou como gato escaldado da cama que a prendera na armadilha.<br \/>\nSolu\u00e7ava em del\u00edrios de lembran\u00e7as de amor&#8230;(flores de Goivo manifestadas pelo leito aromatizavam todo o ambiente).<br \/>\nLagrimas de consci\u00eancia trouxeram a do\u00e7ura energ\u00e9tica para a recomposi\u00e7\u00e3o dos fatos.<br \/>\nN\u00e3o havia mais reflexos e vazio.<br \/>\nA doce realidade envolveu a vida, o tempo \u00e9 um continuum multidimensional, nada a temer.<br \/>\nO grupo de estudos continuar\u00e1 e Estela saber\u00e1 reencontrar Henrique.<br \/>\nQue Maria Helena descanse. Enquanto Guizmo, o novo companheiro de Estela,brinca pela casa em paz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos nosso eterno despertar, onde lembran\u00e7as e energias do passado manifestam-se em nosso cotidiano.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[266],"tags":[356,357],"class_list":["post-979","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-casos-e-contos","tag-despertar","tag-vivemos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/979","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=979"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/979\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":982,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/979\/revisions\/982"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}