{"id":992,"date":"2016-11-18T02:57:46","date_gmt":"2016-11-18T02:57:46","guid":{"rendered":"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/?p=992"},"modified":"2016-11-18T02:57:46","modified_gmt":"2016-11-18T02:57:46","slug":"espacos-vazios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/questao-de-ser\/casos-e-contos\/espacos-vazios\/","title":{"rendered":"Espa\u00e7os Vazios"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-993\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/magiaplantas-300x300.jpg\" alt=\"magiaplantas\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/magiaplantas-300x300.jpg 300w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/magiaplantas-150x150.jpg 150w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/magiaplantas-50x50.jpg 50w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/magiaplantas.jpg 564w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Tanto faz o que voc\u00ea vai dizer, a manh\u00e3 passou, e continuo a explorar a necessidade de completar objetivos que promovem esta ansiedade.<br \/>\nSim&#8230;Existe o passado, o presente e o futuro&#8230;Mas&#8230; Estou literalmente perdida no limiar da exist\u00eancia.<br \/>\nAlmocei, muito r\u00e1pido(coisas perdidas na geladeira)e corri para me perder entre milhares de almas que se amassam em transporte urbano.<br \/>\nN\u00e3o tinha objetivos, me incomoda esta absurda possibilidade, perdi a natureza do cotidiano ao nascer.<br \/>\nSempre estou na hora marcada em lugar desconhecido e vivencio nos intestinos o abuso intuitivo.<br \/>\nO aglomerado de pessoas , a expectativa, o descompasso social deu-me a pitada necess\u00e1ria de realidade para a a\u00e7\u00e3o. Atrevida,ultrapassei as faixas de seguran\u00e7a e cirurgicamente intervi:<br \/>\n-Afastem-se todos agora!<\/p>\n<p>Sobretudo \u00e9 a apar\u00eancia externa que assusta, a dilacera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica \u00e9 pior do que f\u00edsica(A pessoa de branco olhava-me estupefata).Assumi o comando da situa\u00e7\u00e3o ensang\u00fcentada com duas m\u00e3os firmes em chakra card\u00edaco dilacerado.<br \/>\nNeste exato instante,pude visualizar uma criatura que estando aflita ao lado do atropelado, agora tinha livre o caminho energ\u00e9tico para a sua atua\u00e7\u00e3o. Iniciou com esmero seu trabalho, o elemental pessoal do incomodado ser acidentado, tomou conta da situa\u00e7\u00e3o e imediatamente,tal qual um cirurgi\u00e3o em sua ass\u00e9ptica sala deu inicio a cura nos corpos sutis do quase desfalecido ser j\u00e1 todo enfaixado.<br \/>\nAfastei-me e sorri amarelo para o &#8220;de branco&#8221;<\/p>\n<p>&#8211; Ele agora \u00e9 todo seu. Bom trabalho!<br \/>\nSumi tal qual fuma\u00e7a em meio &#8220;as gentes&#8221; que fofocavam a estranheza da interfer\u00eancia humana em caso comum.<br \/>\nTarde inteira livre para suspirar em volta do lago no Ibirapuera&#8230; Eb\u00e1!<br \/>\nUm pato geneticamente esquisito(parecia cachorro abanando a asa para mim \u00e0 beira d&#8217;\u00e1gua)feio, descabelado, fraco e dependente; pedia guloseimas.<br \/>\nMenino com pipoca estaciona ao meu lado e verbaliza um tal de&#8221;pipi&#8230;pipi&#8230;pipi&#8230;&#8221;E n\u00e3o \u00e9 que mais um monte de aberra\u00e7\u00f5es se aproximaram! Desisto&#8230;<br \/>\nDescompassada fui caminhar por entre arvores, fiquei apreensiva meu emocional vibrava de forma id\u00eantica a Branca de Neve ao acordar na floresta escura. Olhos me espreitavam&#8230; Seria assalto, ou a natureza revoltada com tanto descaso?<br \/>\nSem ter tempo real de pesquisa, deixe-me afastar para o asfalto e embriaguei-me com o zunido dos carros.<br \/>\nQuando em casa, joguei meu f\u00edsico no sof\u00e1 e como tora sem vida alarguei a vis\u00e3o do incomensur\u00e1vel,acordei com dores em todo corpo, ressequida e quebradi\u00e7a, um torto galho na \u00e1rvore da vida. Eram exatamente 7 horas do dia 07 do m\u00eas 07 do ano cuja soma dava 07, Lua Nova?<br \/>\nPresentes! Id\u00e9ias! Floral de Fogo e ordem no caos \u00e0 minha volta&#8230; Terei uma id\u00e9ia sensacional, \u00e9 agora ou nunca! Venha insight!<br \/>\n7h e 25 minutos&#8230;Esfacelei um p\u00e3ozinho em cima da mesa perdida em ansiedade e nem um rasguinho de ilumina\u00e7\u00e3o,pobre p\u00e3ozinho, pego de surpresa a &#8220;carne&#8221; jazia sem o vinho.<br \/>\nA comunh\u00e3o se fez na toalha imaculada, de certo teria de lava-la&#8230;seria oportuno pendura-la na janela tal qual um len\u00e7ol branco que prova a virgindade da donzela?<br \/>\nA prova da comunh\u00e3o!<br \/>\nAlgo me dizia que nada, absolutamente nada iria ocorrer naquele importante, important\u00edssimo dia.<\/p>\n<p>Juntei a comunh\u00e3o com m\u00e3os r\u00edspidas e torci, exprimi e soquei no fundo de uma caixa para que o mofo corroe &#8211; se minha cren\u00e7a em dias miticamente especiais.<\/p>\n<p>Ao termino do cotidiano do dia 07\/07\/2005 descobri que a Lua Cheia era quem regia o preludio de minha loucura e ri muito ao lavar a toalha comunh\u00e3o dos meus surtos.<br \/>\nComo massa de p\u00e3o a cren\u00e7a em dias especiais foi crescendo mais e mais em meu cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNa insanidade do existir dancei com os planetas e celebrei como nunca a dadiva de estar manifestada na loucura da Lua Cheia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-994\" src=\"http:\/\/luzemhisterio.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/momentos-300x300.jpg\" alt=\"momentos\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/momentos-300x300.jpg 300w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/momentos-150x150.jpg 150w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/momentos-50x50.jpg 50w, https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/momentos.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este conto questiona nossas cren\u00e7as que as vezes atrapalham nosso cotidiano.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[266],"tags":[363,362,164],"class_list":["post-992","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-casos-e-contos","tag-futuro","tag-passado","tag-presente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=992"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/992\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":995,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/992\/revisions\/995"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luzemhisterio.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}