Celebre dia 18 de Janeiro
O 18 de janeiro é um dia em que a humanidade, em diferentes culturas e tempos, volta o olhar para a luz que sustenta a vida e para o lar que a acolhe. É uma data em que o Sol é reverenciado como consciência, a alvorada é honrada como promessa de renovação e a casa é lembrada como templo vivo do cotidiano.
Neste dia, celebramos divindades solares e luminosas — como Shapash, Surya e Usas — que anunciam clareza, verdade, vitalidade e novos começos. Também honramos Zao Jun, o guardião do lar, lembrando que a espiritualidade não vive apenas nos céus, mas também no fogo que aquece, no alimento que nutre e nos gestos simples que constroem harmonia.
Palavra do Dia: “Quando a luz desperta o dia e o lar acolhe a vida, a consciência se renova.”
Ritual do Dia: Em um momento tranquilo do dia, aproxime-se de uma janela ou da porta de entrada da sua casa. Respire profundamente três vezes, trazendo presença e calma. Coloque as mãos sobre o coração e diga em silêncio:
“Honro a luz que nasce, a casa que me abriga e os novos começos.”
Se possível, leve um alimento simples (pão, arroz, fruta ou um doce) até a cozinha e, antes de consumir, faça um breve gesto de gratidão pelo alimento e pelo lar. Para finalizar, abra a janela ou a porta por alguns instantes, permitindo que o ar e a luz circulem, simbolizando a entrada da clareza, da proteção e da boa sorte.
“Que a luz habite meus dias e a harmonia permaneça em meu lar.”
No dia 18 de janeiro, a tradição chinesa nos convida a voltar o olhar para o lar como espaço sagrado, celebrando Zao Jun, o deus do fogão e da casa, guardião silencioso da vida cotidiana, da harmonia familiar e da prosperidade doméstica.
Zao Jun habita o coração do lar: o fogo que aquece, o alimento que nutre, o espaço onde a família se reúne. Ele observa os gestos simples do dia a dia — as palavras ditas à mesa, os cuidados mútuos, o respeito entre os que compartilham o mesmo teto. Por isso, sua presença não é distante ou solene, mas íntima, próxima e profundamente humana.
Neste dia, Zao Jun é honrado com orações e oferendas de bolos de arroz doce, símbolo de doçura, união e abundância. A tradição diz que o doce sela palavras gentis, atrai bênçãos e fortalece a boa sorte que nasce da convivência harmoniosa. O gesto de lançar feijões nos telhados carrega um simbolismo ancestral: chamar a prosperidade, afastar a escassez e convidar a fortuna a permanecer no lar.
Celebrar Zao Jun neste dia é reconhecer que a espiritualidade vive nos pequenos rituais: no alimento preparado com cuidado, no fogo aceso com intenção, na casa organizada com afeto. É lembrar que a verdadeira sorte começa dentro de casa, no equilíbrio entre quem somos e como vivemos juntos.
Renove o compromisso com o seu lar cheio de calor, respeito e prosperidade: “Que o fogo do fogão seja luz, que o alimento seja bênção e que a boa sorte encontre sempre um lugar para repousar sob o nosso teto.”
Mantras para Zao Jun – Guardião do Lar: “Zao Jun, guardião do fogo e do lar, abençoa esta casa com harmonia.”/“Onde o fogo é sagrado, Zao Jun habita e protege.”/“A doçura do lar atrai prosperidade e paz.”/“Sob o olhar de Zao Jun, meu lar floresce em união.”/“Que a boa sorte encontre morada nesta casa.”
Afirmações para Honrar no Lar: Meu lar é um espaço de acolhimento, respeito e abundância./As palavras ditas nesta casa são doces e construtivas./A prosperidade circula livremente sob este teto./Honro o fogo do lar como fonte de vida e equilíbrio./A harmonia familiar fortalece minha jornada./A boa sorte é bem-vinda e permanece comigo.
Ritual Simples – Feijões da Boa Sorte
Reserve um pequeno punhado de feijões secos (qualquer tipo).
Escolha um momento tranquilo do dia, de preferência próximo à cozinha ou ao fogão. Segure os feijões nas mãos, fechando os olhos por alguns instantes.
Mentalize seu lar envolvido por uma luz cálida e protetora.
Em voz baixa ou em pensamento, diga:
“Zao Jun, guardião do meu lar, receba esta oferenda e traga boa sorte, paz e prosperidade.”
Com delicadeza, jogue os feijões em direção ao teto da casa ou do espaço onde está, simbolizando a chamada da fortuna e a expansão das bênçãos.
Permaneça alguns segundos em silêncio, sentindo gratidão pelo abrigo, pelo alimento e pela proteção. Finalize respirando profundamente e confiando que a boa sorte foi convidada a permanecer.
Que Zao Jun abençoe seu lar com calor, união e prosperidade, e que cada gesto cotidiano se transforme em bênção.
No dia 18 de janeiro, a luz ganha um tom suave e poético ao celebrarmos Usas.
Usas, a antiga deusa da Alvorada, aquela que antecede o Sol e anuncia o novo dia. Usas é a mãe das estrelas matutinas, a senhora dos primeiros instantes, quando a noite ainda sussurra e o céu começa a se tingir de promessas.
Na tradição védica, Usas não é apenas o amanhecer físico. Ela é o princípio do despertar, a força delicada que acorda a vida sem violência, abrindo caminhos com beleza, ritmo e renovação. Sua presença dissolve lentamente a escuridão, não pela ruptura, mas pela continuidade amorosa do tempo.
Usas caminha à frente dos deusas Surya, preparando o mundo para a luz plena. Onde ela passa, os medos noturnos se recolhem, as possibilidades renascem e a esperança volta a respirar. Seu manto rosado e dourado simboliza a transição consciente, o espaço sagrado entre o fim e o começo.
Celebrar Usas neste dia é honrar os recomeços sutis, os processos que não nascem prontos, mas se constroem passo a passo. É reconhecer o valor do tempo certo, da paciência criativa, do despertar gradual da alma. Usas nos ensina que cada novo ciclo começa em silêncio, com suavidade e intenção.
Usas nos convida a abrir os olhos para o primeiro raio de consciência, a escutar o chamado do novo antes mesmo que ele se revele por completo. Que possamos acolher seus dons: frescor, esperança, renovação e a certeza de que, após toda noite, a aurora sempre retorna.
Mantras – A Luz que Desperta: “Usas, aurora sagrada, desperta a luz suave em meu ser.”/“Mãe das estrelas matutinas, guia meus novos começos.”/“Sob o manto da alvorada, eu renasço em consciência.”/“Usas caminha à minha frente, abrindo o dia com esperança.”/“A luz do amanhecer dissolve minhas sombras com ternura.”
Afirmações para o dia: Eu acolho os recomeços com suavidade e confiança./
A cada amanhecer, minha consciência se renova./Permito que o novo chegue no seu tempo sagrado./A esperança floresce em mim como a primeira luz do dia.
Honro os ciclos naturais da vida e do meu despertar interior./Eu caminho com leveza entre o que termina e o que nasce.
Meditação Dirigida – Saudação a Alvorada
Encontre uma posição confortável. Feche suavemente os olhos e permita que a respiração se torne lenta e natural. Imagine a noite se dissolvendo,
o céu ainda azul-escuro, pontilhado de estrelas. Respire… Sinta o silêncio antes do dia. Agora visualize a presença de Usas, a deusa da Alvorada,
envolta em tons de rosa, dourado e pérola. Ela caminha delicadamente no horizonte, trazendo consigo as estrelas matutinas, filhas da esperança e da renovação. À medida que Usas avança, uma luz suave toca seu coração.
Não é um brilho intenso, é um despertar gentil. Sinta seus pensamentos clareando, suas emoções encontrando equilíbrio, seu corpo se abrindo para um novo ciclo. Em silêncio, repita internamente: “Eu me permito recomeçar.”
“Eu confio no tempo da luz.” Visualize agora o céu se colorindo lentamente,
o rosa se misturando ao dourado, o dia sendo anunciado sem pressa. Usas sorri, e sua presença deixa em você a certeza de que cada começo nasce da ternura. Permaneça alguns instantes nessa aurora interior,
sentindo paz, esperança e frescor. Quando estiver pronta(o), inspire profundamente… e ao expirar, abra-se para o dia que nasce dentro de você.
Que Usas, mãe das estrelas matutinas, abençoe seus recomeços e ilumine seus despertares com suavidade.
No dia 18 de janeiro, a luz do Oriente também se eleva em forma de celebração através do Festival hindu do Sol, um tempo sagrado dedicado a Surya, o deus solar, e à sua expressão divina complementar, a deusa Surya, manifestações da luz que sustenta, desperta e mantém a vida.
Na tradição hindu, Surya não é apenas o Sol físico que nasce a cada manhã. Ele é a consciência luminosa, o olho que tudo percebe, o ritmo que regula o tempo, as estações e o próprio pulsar da existência. Seu movimento no céu simboliza a jornada da alma: nascer, crescer, amadurecer e retornar à fonte com sabedoria.
Este festival honra o momento em que a luz solar é reconhecida como força espiritual, não só como calor, mas como inteligência viva que purifica, vitaliza e cura. Surya é invocado como aquele que dissipa a ignorância, fortalece o corpo, clareia a mente e desperta a visão interior. É a luz que sustenta o dharma — a ordem natural do universo.
Tradicionalmente, este é um período de gratidão ao Sol, com oferendas simbólicas, banhos de luz ao amanhecer, mantras e gestos de reverência ao nascer do dia. O simples ato de olhar para o céu ao romper da manhã, com consciência e presença, já se torna um ritual profundo.
Celebrar o Festival hindu do Sol em 18 de janeiro é alinhar-se com o princípio da renovação, da clareza e da força vital. É reconhecer que, assim como o Sol nunca deixa de nascer, dentro de cada ser existe uma chama eterna pronta para iluminar caminhos, restaurar esperanças e aquecer o mundo.
Que a luz de Surya nos inspire a viver com vitalidade, consciência e reverência pela vida — caminhando com o coração voltado para a verdade e os olhos abertos para a luz do dia.
Mantras para a Consciência Solar: “Om Surya Namaha – eu reverencio a luz que sustenta a vida.” /“Surya, Sol divino, desperta em mim clareza, força e verdade.”/“A luz de Surya ilumina meu caminho e fortalece meu espírito.”
“Eu acolho o ritmo do Sol e caminho em harmonia com a vida.”/“Onde a luz de Surya toca, nasce consciência e vitalidade.”
Afirmações Inspiradas no Festival do Sol: A luz solar habita meu corpo, minha mente e meu coração./Eu desperto a cada dia com clareza, energia e propósito.
Minha consciência se expande à medida que acolho a luz./Sou guiada(o) pela verdade e pela sabedoria do Sol./A vitalidade flui naturalmente em minha vida./Honro o ritmo do dia, do descanso e da renovação.
Meditação Dirigida – Sob a Luz do Sol
Sente-se confortavelmente, com a coluna ereta e o corpo relaxado.
Se possível, visualize o amanhecer. Respire profundamente…
Inspire luz… Expire cansaço, peso e dispersão.
Imagine agora o Sol surgindo no horizonte. Sua luz é dourada, suave e poderosa. Este é Surya, o deus e a deusa da luz viva, a consciência que pulsa em tudo o que existe. Visualize os primeiros raios solares tocando seu rosto,
aquecendo suavemente seus olhos, trazendo clareza mental. A luz desce até seu coração, ativando coragem, alegria e vitalidade. Sinta essa energia solar percorrer todo o seu corpo, como um rio luminoso que purifica, fortalece e desperta. Cada célula se ilumina, cada pensamento se torna mais claro,
cada emoção encontra equilíbrio. Em silêncio, repita internamente:
“Eu sou um reflexo da luz.” “Eu caminho em consciência e verdade.”
Agora imagine essa luz se expandindo para além de você, tocando sua casa, sua cidade, o planeta inteiro. O Sol interior encontra o Sol do céu, e tudo vibra em harmonia.
Permaneça alguns instantes nesse estado de presença, sentindo gratidão pela vida, pela energia que sustenta seus dias, pela luz que nunca se apaga.
Para encerrar, inspire profundamente… e ao expirar, traga consigo a certeza:
a luz de Surya vive em você, hoje e sempre.
No dia 18 de janeiro, voltamos o rosto para o Oriente antigo e lembramos Shapash, a antiga deusa hitita do Sol e da luz do dia, aquela que tudo vê, tudo aquece e tudo revela.
Shapash não era apenas o astro que atravessa o céu. Ela era a testemunha sagrada, a presença luminosa que acompanhava os deuses, os humanos e até os mortos. Sua luz penetrava os mundos visíveis e invisíveis, alcançando a terra, os céus e o submundo. Onde Shapash caminhava, a verdade se tornava clara, os enganos se dissipavam e a ordem natural era restaurada.
Na tradição hitita e nas culturas vizinhas do Levante, Shapash era invocada como guardião da justiça, protetora dos juramentos e sustentáculo da harmonia cósmica. Nada escapava ao seu olhar solar. Sua presença garantia que cada ato tivesse consequência e que cada sombra, cedo ou tarde, fosse tocada pela luz.
Celebrar Shapash neste dia é honrar o princípio da clareza, do discernimento e da consciência desperta. É lembrar que a luz não julga — ela apenas revela. Sob o Sol de Shapash, somos convidados a caminhar com integridade, a alinhar ações e intenções, e a permitir que a verdade ilumine nossos passos.
Neste 18 de janeiro, Shapash nos inspira a trazer luz ao cotidiano, aquecer o que estava frio, clarear o que estava confuso e seguir adiante com a serenidade de quem sabe que o dia sempre retorna após a noite.
Que sua luz dourada desperte em nós a coragem de viver com transparência, presença e propósito.
Mantras a Luz que Revela: “Shapash, Sol eterno, ilumina minha consciência e revela minha verdade.”/“Onde a luz de Shapash toca, a clareza nasce e a ordem se restabelece.”/“Eu caminho sob o olhar do Sol sagrado, íntegra(o), desperta(o) e presente.”/“A luz do dia dissolve minhas sombras e fortalece meu coração.”/“Shapash vive em mim como consciência, verdade e justiça.”
Afirmações para o Dia: Eu acolho a luz do dia como guia das minhas escolhas.
Minha consciência se expande com clareza e discernimento./Tudo o que preciso compreender se revela no tempo certo./Eu ajo com integridade, pois a luz habita meus passos./Permito que a verdade ilumine minhas emoções, pensamentos e ações./Sou um canal vivo da luz que organiza, aquece e desperta.
Meditação Dirigida – Sob o Sol de Shapash:
Encontre uma posição confortável. Permita que seu corpo relaxe, como a terra ao amanhecer. Respire profundamente… inspirando luz… e expirando qualquer sombra acumulada. Imagine agora o Sol nascendo lentamente no horizonte.
Sua luz não é agressiva, é dourada, consciente e viva. Este é o Sol de Shapash, a deusa da luz do dia. Sinta esse brilho tocar o topo da sua cabeça,
descendo suavemente pelo rosto, iluminando seus olhos — trazendo clareza.
Iluminando sua garganta — trazendo verdade. Iluminando seu coração — trazendo retidão e equilíbrio. A luz continua descendo, tocando o plexo solar, ativando sua força interior, seu senso de justiça consigo e com o mundo.
Agora visualize essa luz se expandindo ao seu redor, criando um campo luminoso de consciência. Dentro dele, tudo é visto com honestidade,
tudo é acolhido sem julgamento, tudo encontra seu lugar natural.
Em silêncio, repita internamente: “Que a luz revele o que precisa ser visto.”
“Que eu caminhe em verdade sob o Sol sagrado.”
Permaneça alguns instantes nesse estado, sentindo-se alinhada(o) com o ritmo do dia, com a clareza da consciência desperta, com a serenidade de quem confia na luz. Quando sentir, inspire profundamente mais uma vez…
e ao expirar, traga essa luz para o seu cotidiano.
Que Shapash, a antiga guardiã do Sol e da verdade, ilumine seus caminhos,
clareie suas escolhas e aqueça sua jornada.
Lembre-se que, celebrar o 18 de janeiro é reconhecer que a luz se manifesta de muitas formas: no Sol que nasce, na aurora que desperta, na casa que protege. É um convite a alinhar consciência, gratidão e presença — permitindo que a luz exterior desperte, também, a luz interior.
Namastê!




