Literatura – Que Cor Tem um Beijo?

Existem perguntas infantis que parecem simples, mas abrem portas enormes para a imaginação. Que cor tem um beijo? é uma delas.

No livro Que Cor Tem um Beijo?, da autora e ilustradora espanhola Rocio Bonilla, conhecemos Minimoni, uma menina que adora pintar. Ela sabe muito bem as cores de muitas coisas, mas encontra um problema quando tenta desenhar algo bastante especial: um beijo. Afinal, qual seria sua cor?

Minimoni começa a procurar uma resposta observando as cores e aquilo que cada uma desperta nela. O verde pode lembrar coisas maravilhosas, mas também outras nem tanto. O vermelho tem força e intensidade. O amarelo pode ser luminoso. E assim, entre associações, sentimentos e descobertas, a menina percebe que responder à pergunta talvez seja muito mais interessante do que simplesmente encontrar uma única cor.

Esse é um dos encantos do livro: ele não apresenta apenas uma história para ser ouvida. Ele oferece uma pergunta para ser experimentada.

Ao relacionar cores, objetos, sensações e afetos, a criança exercita linguagem, imaginação e pensamento simbólico. Ela percebe que uma mesma cor pode despertar sentimentos diferentes em pessoas diferentes.

E isso abre uma conversa muito bonita: Se o beijo tivesse uma cor, qual seria a sua?

Talvez uma criança responda rosa porque lembra o carinho da mãe. Outra escolha amarelo porque beijo é quente como o sol. Alguém poderá dizer azul porque o beijo de boa-noite traz tranquilidade. Não existe necessidade de corrigir essas respostas. O interessante está justamente na construção que cada criança faz.

Para a criança pequena, emoções nem sempre são fáceis de explicar. Às vezes ela sente muito mais do que consegue colocar em palavras.

A literatura pode oferecer caminhos simbólicos para essa expressão.

Podemos perguntar: Que cor tem a alegria? E a saudade? E a coragem? Qual seria a cor de um abraço? E de um dia feliz?

De repente, lápis e tintas transformam-se em instrumentos para falar sobre o mundo interior.

E talvez esteja aí uma das delicadezas de Que Cor Tem um Beijo?: mostrar que algumas perguntas não existem apenas para encontrarmos uma resposta.

Existem perguntas que servem para fazer a imaginação florescer.

Depois de contar a história, ofereça papéis, lápis de cor, giz ou tinta e proponha: “Desenhe a cor do seu beijo.”

Não determine a cor e não mostre um modelo. Deixe que cada criança encontre a sua. Depois, se ela quiser, pergunte por que escolheu aquelas cores.

Podem surgir respostas surpreendentes — e até pequenas histórias.

Que Cor Tem um Beijo? é uma leitura especialmente bonita para este nosso Outubro do Jornal Questão de Ser, porque conversa diretamente com aquilo que desejamos preservar na infância: curiosidade, imaginação, criatividade e liberdade para encontrar respostas próprias.

Talvez nós, adultos, também precisemos fazer novamente perguntas aparentemente impossíveis: Que cor tem um beijo? Que cheiro tem uma lembrança? Que tamanho tem um abraço?

Onde mora a saudade?

A criança talvez não saiba responder. Ainda bem.

Existem perguntas infantis que parecem simples, mas abrem portas enormes para a imaginação. Que cor tem um beijo? é uma delas.

No livro Que Cor Tem um Beijo?, da autora e ilustradora espanhola Rocio Bonilla, conhecemos Minimoni, uma menina que adora pintar. Ela sabe muito bem as cores de muitas coisas, mas encontra um problema quando tenta desenhar algo bastante especial: um beijo. Afinal, qual seria sua cor?

Minimoni começa a procurar uma resposta observando as cores e aquilo que cada uma desperta nela. O verde pode lembrar coisas maravilhosas, mas também outras nem tanto. O vermelho tem força e intensidade. O amarelo pode ser luminoso. E assim, entre associações, sentimentos e descobertas, a menina percebe que responder à pergunta talvez seja muito mais interessante do que simplesmente encontrar uma única cor.

Esse é um dos encantos do livro: ele não apresenta apenas uma história para ser ouvida. Ele oferece uma pergunta para ser experimentada.

Ao relacionar cores, objetos, sensações e afetos, a criança exercita linguagem, imaginação e pensamento simbólico. Ela percebe que uma mesma cor pode despertar sentimentos diferentes em pessoas diferentes.

E isso abre uma conversa muito bonita: Se o beijo tivesse uma cor, qual seria a sua?

Talvez uma criança responda rosa porque lembra o carinho da mãe. Outra escolha amarelo porque beijo é quente como o sol. Alguém poderá dizer azul porque o beijo de boa-noite traz tranquilidade. Não existe necessidade de corrigir essas respostas. O interessante está justamente na construção que cada criança faz.

Para a criança pequena, emoções nem sempre são fáceis de explicar. Às vezes ela sente muito mais do que consegue colocar em palavras.

A literatura pode oferecer caminhos simbólicos para essa expressão.

Podemos perguntar: Que cor tem a alegria? E a saudade? E a coragem? Qual seria a cor de um abraço? E de um dia feliz?

De repente, lápis e tintas transformam-se em instrumentos para falar sobre o mundo interior.

E talvez esteja aí uma das delicadezas de Que Cor Tem um Beijo?: mostrar que algumas perguntas não existem apenas para encontrarmos uma resposta.

Existem perguntas que servem para fazer a imaginação florescer.

Depois de contar a história, ofereça papéis, lápis de cor, giz ou tinta e proponha: “Desenhe a cor do seu beijo.”

Não determine a cor e não mostre um modelo. Deixe que cada criança encontre a sua. Depois, se ela quiser, pergunte por que escolheu aquelas cores.

Podem surgir respostas surpreendentes — e até pequenas histórias.

Que Cor Tem um Beijo? é uma leitura especialmente bonita para este nosso Outubro do Jornal Questão de Ser, porque conversa diretamente com aquilo que desejamos preservar na infância: curiosidade, imaginação, criatividade e liberdade para encontrar respostas próprias.

Talvez nós, adultos, também precisemos fazer novamente perguntas aparentemente impossíveis: Que cor tem um beijo? Que cheiro tem uma lembrança? Que tamanho tem um abraço?

Onde mora a saudade?

A criança talvez não saiba responder. Ainda bem.