O dia 24 de julho chega envolvido por uma energia de força, proteção e renovação. Em diferentes tradições, esta data nos aproxima das Deusas Leoninas, guardiãs da coragem, da dignidade e do poder que protege a vida, e também do Festival Shintoísta Tenjin, dedicado à sabedoria, à esperança e à cura.
No Luz e Mhisterio, este dia nos convida a reconhecer a leoa que habita em nosso interior: a força que estabelece limites, defende o que ama e permanece firme sem perder a ternura. Ao mesmo tempo, somos chamados a acolher a delicadeza da cura, lembrando que corpo, mente e espírito necessitam de cuidado, silêncio e harmonia.
Celebrar o dia 24 de julho é unir coragem e serenidade. É honrar o fogo que nos impulsiona e a luz que restaura. É permitir que antigas forças sagradas nos ajudem a transformar o medo em confiança, o cansaço em presença e as feridas em novos caminhos de consciência.
Que esta página seja um espaço de encontro com sua força interior, de prece pela saúde e de reconexão com tudo aquilo que mantém viva a esperança.
24 de julho – O Dia das Deusas Leoninas
No dia 24 de julho, voltamos nosso olhar para as grandes Deusas Leoninas: Sekhmet, Cibele, Leona, Durga, Mehit e Tefnut. Divindades de diferentes povos e culturas, unidas por um mesmo símbolo ancestral: o leão, expressão de força, soberania, proteção, coragem e poder solar.
Na Grécia e em Roma, o leão foi frequentemente relacionado aos deuses solares e aos heróis. Entretanto, em antigas culturas da Ásia, da Anatólia e do Egito, ele também apareceu como companheiro, montaria ou guardião das grandes deusas.
Ao lado do feminino sagrado, o leão não representa apenas a força que combate. Ele simboliza a coragem que protege, a autoridade que cuida e o instinto que reconhece quando é necessário avançar, recuar ou defender aquilo que é precioso.
Sekhmet – A força ardente da transformação
Sekhmet, a poderosa deusa egípcia com cabeça de leoa, manifesta o calor intenso do Sol. Senhora da guerra, da proteção e da cura, ela representa a energia capaz de destruir aquilo que ameaça a ordem, mas também de restaurar o equilíbrio.
Seu fogo não existe apenas para consumir. Ele purifica, transforma e devolve vitalidade. Sekhmet ensina que a mesma força que luta também pode curar, desde que seja conduzida com consciência.
Cibele – A Grande Mãe acompanhada por leões
Cibele, antiga deusa da Anatólia posteriormente cultuada no mundo greco-romano, era frequentemente representada em uma carruagem puxada por leões ou sentada entre eles.
Como Grande Mãe, ela personificava a natureza indomável, a fertilidade da terra, as montanhas e os ciclos da vida. Seus leões revelavam que mesmo as forças mais selvagens podiam caminhar ao lado da sabedoria materna. Cibele nos recorda que nutrir não significa ser frágil. A verdadeira maternidade espiritual também estabelece limites, protege seus filhos e defende a continuidade da vida.
Leona – A guardiã da coragem feminina
Leona manifesta o arquétipo da mulher-leoa: aquela que reconhece sua própria dignidade e protege o que ama sem abandonar sua sensibilidade.
Ela representa o coração corajoso, a presença firme e a capacidade de permanecer de pé diante das adversidades. Sua força não precisa ser demonstrada a todo momento, pois nasce de uma segurança profunda. Leona nos convida a ocupar nosso lugar no mundo sem diminuir nossa luz para agradar aos outros.
Durga – A invencível que cavalga o leão
Na tradição hindu, Durga é a grande deusa guerreira que cavalga um leão ou um tigre. Com seus muitos braços, sustenta diferentes armas e instrumentos sagrados, demonstrando que a consciência possui inúmeras formas de enfrentar o desequilíbrio. Durga combate as forças que aprisionam, confundem e enfraquecem a alma. Porém, sua batalha não é movida pelo ódio. Ela luta para restaurar a justiça, proteger a vida e devolver harmonia ao universo. Seu leão representa o domínio consciente dos impulsos. Durga não elimina a força instintiva: ela a conduz.
Mehit – A leoa que protege os caminhos
Mehit, antiga deusa leonina do Egito, traz a presença vigilante da leoa que observa os horizontes. Seu poder está relacionado à proteção, à firmeza e à defesa do território sagrado.
Ela nos ensina a perceber onde estamos permitindo invasões emocionais, energéticas ou simbólicas. Sob sua guarda, aprendemos que dizer “não” também pode ser uma forma de amor.
Mehit desperta a coragem de proteger nossa casa interior.
Tefnut – A leoa das águas e da umidade
Tefnut, deusa egípcia associada à umidade, ao orvalho e às águas que sustentam a vida, também podia ser representada com cabeça de leoa.
Ela reúne duas forças aparentemente opostas: o fogo do animal solar e a suavidade da água. Em Tefnut, a intensidade encontra a delicadeza; a coragem aprende a fluir.
Sua presença nos recorda que a força verdadeira não precisa ser rígida. Podemos ser firmes e, ainda assim, sensíveis. Podemos proteger sem fechar o coração.
O ensinamento das Deusas Leoninas
As Deusas Leoninas chegam neste dia para despertar uma pergunta: Onde está a sua força e como você a tem utilizado?
Talvez sua leoa interior esteja adormecida, esperando que você reconheça o próprio valor. Talvez esteja ferida, reagindo com intensidade a tudo ao redor. Ou talvez já tenha aprendido a caminhar com serenidade, usando sua força para proteger sem dominar.
Celebrar essas deusas é reconhecer que o poder feminino possui muitas faces. Ele pode ser materno como Cibele, ardente como Sekhmet, protetor como Mehit, fluido como Tefnut, invencível como Durga e corajoso como Leona.
Neste 24 de julho, permita que a energia da leoa desperte dentro de você. Honre sua coragem. Proteja seus sonhos. Defenda seus limites. Reconheça sua luz.
E lembre-se: a leoa não precisa rugir o tempo todo. Muitas vezes, sua presença silenciosa já é suficiente para transformar tudo ao redor.
Mensagem das Deusas Leoninas: Não tema a força que vive em você. Ela não nasceu para ferir, mas para proteger aquilo que sua alma reconhece como sagrado. Caminhe com firmeza, ame com coragem e permita que sua luz ocupe o lugar que sempre lhe pertenceu.
24 de julho – Festival Shintoísta Tenjin: a Cura que Flui entre o Céu e a Terra
No dia 24 de julho, o Japão celebra um dos mais belos festivais da tradição xintoísta: o Festival Tenjin, uma festa de profunda devoção, alegria e esperança, que ao longo dos séculos também se tornou um momento de preces pela saúde, pela proteção da comunidade e pela cura das enfermidades.
Na tradição japonesa, os festivais (matsuri) são ocasiões em que o mundo humano e o mundo dos kami — as forças divinas da natureza — aproximam-se. As ruas se enchem de música, procissões, barcos iluminados, lanternas e orações, criando uma atmosfera de beleza, gratidão e renovação espiritual.
Tenjin é a forma divinizada de Sugawara no Michizane, sábio, poeta e estudioso do século IX. Após sua morte, acontecimentos extraordinários levaram o povo a reconhecê-lo como um kami, tornando-se o patrono da sabedoria, da cultura, da aprendizagem e da harmonia.
Com o passar do tempo, muitas comunidades passaram a dirigir também a Tenjin suas preces pela restauração da saúde física, emocional e espiritual. Acreditava-se que uma mente serena, um coração equilibrado e uma vida vivida em harmonia favoreciam a recuperação das doenças e fortaleciam o espírito diante das dificuldades.
Durante as celebrações, templos são ornamentados com flores e ramos verdes. Lanternas iluminam os caminhos ao cair da noite, simbolizando a luz que dissipa o sofrimento e conduz à esperança. Procissões percorrem rios e ruas, enquanto cânticos e tambores lembram que toda a comunidade participa do cuidado mútuo.
Sob uma perspectiva simbólica, o Festival Tenjin nos convida a compreender que a verdadeira cura acontece quando corpo, mente e espírito voltam a caminhar em equilíbrio. Assim como um jardim floresce quando recebe água, luz e cuidado, também nossa vida floresce quando cultivamos serenidade, gratidão e confiança.
Neste 24 de julho, podemos honrar essa tradição japonesa realizando um gesto simples: acender uma vela ou uma lanterna, oferecer uma oração pela saúde daqueles que amamos e dedicar alguns minutos ao silêncio, permitindo que a paz percorra nosso interior.
Que a luz de Tenjin ilumine nossos pensamentos, fortaleça nosso corpo, serenize nosso coração e desperte em nós a sabedoria de cuidar da vida com delicadeza.
Porque toda cura começa quando a esperança volta a florescer.
Lindo dia 24 para todos nós
Monica




