O dia 24 de janeiro se abre como um portal simbólico onde diferentes culturas, distantes no mapa, se encontram na mesma frequência essencial: cuidar da vida, sustentar a esperança e honrar a abundância.
Hoje, os arquétipos se apresentam em múltiplas faces: a Grande Mãe curadora, que purifica e protege os corpos e a terra; a Chama viva, que aquece o lar, ilumina o caminho e mantém a fé acesa em tempos de silêncio; e o Guardião da Prosperidade, que recorda que a fartura nasce da alegria, do trabalho consciente e da gratidão diária.
Neste dia de de presença, acenda as luzes — internas e externas —, alinhe desejos com ações e lembre que a espiritualidade se manifesta nos gestos simples do cotidiano.
Que os arquétipos de hoje nos inspirem a curar, iluminar e prosperar, cada qual à sua maneira, tecendo equilíbrio entre corpo, alma, lar e mundo.

Palavra do dia: Que a vida se cure, se ilumine e prospere, para que possamos quando honrar a luz interior, com cuidado diário e a gratidão pelo que já floresce.

Ritual do Dia: Você vai precisar de: Um copo com água – Uma moeda ou pequeno objeto que represente prosperidade
Em um momento de calma, coloque a água ao lado esquerdo e a moeda ao lado direito. Respire profundamente três vezes, trazendo a atenção para o coração.
Diga em voz baixa ou mentalmente:
“Consagro este dia à luz que cura, aquece e sustenta a vida.”
Toque o copo com água e imagine que ela absorve tudo o que precisa ser purificado — cansaços, excessos, preocupações.
Segure a moeda e visualize segurança, equilíbrio e abundância fluindo de forma simples e constante em sua vida.
Beba a água lentamente, com presença e gratidão.
Finalize agradecendo, sabendo que o que foi alinhado hoje seguirá seu curso natural.
Quando luz, cuidado e gratidão caminham juntos, a vida responde com equilíbrio.

24 de janeiro – Celebração de Bisal Mariamna (Índia)

Em muitas regiões da Índia, especialmente no sul do país, celebra-se Bisal Mariamna, uma forma local e profundamente reverenciada da Deusa Mariamman, a Grande Mãe da Terra, guardiã da saúde, das águas, das chuvas e da vida que pulsa nos ciclos naturais.
Bisal Mariamna é a deusa que caminha próxima do povo. Sua presença é sentida nas aldeias, nos campos, nos corpos e nas emoções. Ela rege as forças da cura, da purificação e da proteção contra doenças, especialmente aquelas ligadas ao calor excessivo, às febres e aos desequilíbrios coletivos. Onde Mariamna é honrada, a comunidade se reúne não apenas para pedir bênçãos, mas para restabelecer harmonia entre o humano, a natureza e o sagrado.
A celebração costuma ser intensa e viva: há procissões, cânticos devocionais, oferendas de flores, água, coco, frutas e alimentos simples. O fogo e a água aparecem como símbolos centrais — o fogo que transforma e queima impurezas, e a água que refresca, acalma e devolve a vida. Em muitos lugares, rituais de purificação corporal e espiritual são realizados como forma de entrega confiante à Mãe Divina.
O ritual neste dia, representa a força feminina primitiva, aquela que não é distante nem abstrata. Ela é a deusa que sente, que protege, que corrige quando necessário e que cura com firmeza e compaixão. Seu culto lembra que a verdadeira saúde nasce do respeito aos ciclos naturais, ao corpo, à comunidade e à terra.
Celebrar Bisal Mariamna no mundo contemporâneo é também um convite simbólico:
cuidar do corpo como templo, honrar as emoções, respeitar os limites, purificar pensamentos e restaurar o vínculo com a natureza viva. É reconhecer que a cura não é apenas individual, mas coletiva — e que a Mãe Terra responde quando é escutada com devoção sincera.
Neste 24 de janeiro, Bisal Mariamna nos lembra:
onde há cuidado, há proteção; onde há respeito, há cura; onde há entrega, a vida floresce novamente.

Meditação Dirigida – O Abraço da Mãe da Terra
Sente-se confortavelmente. Feche os olhos e leve a atenção à respiração.
Inspire lenta e profundamente… Expire, soltando o peso do dia.
Imagine agora que você está descalça(o) sobre a terra morna. Sinta o calor suave subir pelos pés, não como incômodo, mas como energia viva despertando o corpo. À sua frente, visualize Bisal Mariamna — forte, serena, presente.
De suas mãos fluem água fresca e luz. Ela toca suavemente seu corpo,
refrescando onde há excesso, aquecendo onde há vazio.
Permita que toda tensão, dor ou cansaço escorra para a terra, onde é acolhido e transformado. Sinta-se envolvida(o) por um campo de proteção, como um colo firme e amoroso. Permaneça alguns instantes nesse silêncio nutritivo.
Quando sentir, agradeça internamente. Inspire fundo mais uma vez…
Expire devagar… E, ao abrir os olhos, traga consigo a sensação de cuidado, equilíbrio e vida restaurada.

Mantras: Om Sri Bisal Mariamman Namah – Mãe da Terra Viva, purifica meu corpo, minha mente e meu caminho. – No calor da vida, tua água sagrada me refresca e me cura. – Eu honro a força feminina que protege, corrige e restaura. – Onde a Mãe pisa, a doença se dissolve e a vida floresce.

Afirmações Alinhadas à Celebração: Eu estou em harmonia com os ciclos da Terra e do meu corpo. – A energia da Grande Mãe me envolve com proteção e cura. – Libero agora todo excesso, toda febre emocional, todo peso antigo.
Minha saúde se renova no equilíbrio entre fogo e água. – Sou parte viva da comunidade da Terra e caminho em respeito e gratidão.

Que a presença de Bisal Mariamna restaure nossa força vital e a nossa confiança neste lindo dia.

24 de janeiro – Festival das Velas | Hungria

No dia 24 de janeiro, na Hungria, celebra-se o Festival das Velas, uma antiga tradição popular profundamente ligada à luz interior, à proteção do lar e à esperança no coração do inverno. É um dia em que a chama se torna linguagem sagrada: pequena, silenciosa, mas capaz de atravessar a escuridão mais longa.
Em pleno inverno europeu, quando os dias ainda são curtos e a terra repousa sob o frio, as velas são acesas como símbolos de vida que resiste, de calor humano e de fé no retorno da luz. Cada chama representa um desejo, uma prece, uma intenção silenciosa oferecida ao futuro.
Historicamente, o festival está associado às bênçãos do lar, da família e do destino. As velas eram acesas nas janelas, mesas e altares domésticos para afastar energias densas, proteger contra doenças e infortúnios e atrair prosperidade, saúde e harmonia para o novo ciclo que lentamente começa a despontar.
Mais do que um ato religioso, o Festival das Velas é um rito de presença. Ele ensina que, mesmo quando tudo parece imóvel ou escuro, existe uma luz que pode ser cultivada — dentro de cada casa e dentro de cada pessoa. A vela não luta contra a noite: ela simplesmente ilumina.
Celebrar este festival no mundo contemporâneo é um convite poético e consciente: acender uma vela com intenção, silenciar por alguns instantes,
agradecer pelo que sustentou a travessia do inverno e confiar no renascimento que se aproxima.
Neste dia, o Festival das Velas nos recorda: não é a força do vento que define o caminho, mas a constância da chama. Uma luz simples, acesa com verdade, é suficiente para orientar a alma.

Mantras: Eu sou a luz que permanece acesa, mesmo no inverno da vida.
Chama sagrada, ilumina meu caminho com clareza e verdade.
Onde há intenção pura, a luz se multiplica.
Minha presença aquece, protege e sustenta.
Eu confio no retorno natural da luz.

Afirmações:
A luz que acendo fora desperta a luz que habita em mim.
Meu lar é protegido, aquecido e envolvido em harmonia.
Mesmo nos períodos de silêncio, a vida trabalha a meu favor.
Cada pequena chama fortalece minha esperança e minha fé.
Eu honro os ciclos e confio no tempo do renascimento.
Sou guardiã(o) da minha própria luz.

Pequeno Ritual da Vela Consagrada

Você vai precisar de: – 1 vela branca ou amarela – Um pires ou suporte seguro
Escolha um local tranquilo. Antes de acender a vela, segure-a entre as mãos por alguns instantes. Feche os olhos e mentalize uma luz suave se formando no centro do peito. Acenda a vela e diga, em voz baixa ou mentalmente:
“Consagro esta chama à luz que me guia, protege e renova.”
Observe a chama por alguns instantes, respirando calmamente.
A cada inspiração, imagine que a luz se fortalece dentro de você.
A cada expiração, solte medos, cansaços e dúvidas.
Faça um pedido simples ou uma intenção clara para este novo ciclo.
Agradeça e permita que a vela queime até o fim ou apague-a com respeito, nunca soprando, se preferir concluir.
Este ritual sela a mensagem do Festival das Velas: quando cuidamos da chama interior, nenhuma escuridão é permanente.
Acenda sua chama interior neste abençoado dia.

24 de janeiro – Celebração de Ekeko | Bolívia

No dia 24 de janeiro, na Bolívia, celebra-se Ekeko, o antigo e querido deus andino da abundância, da prosperidade, da alegria cotidiana e da realização concreta dos desejos. Pequeno em forma, mas imenso em significado, Ekeko representa a prosperidade que nasce do cuidado diário, do trabalho constante e da gratidão pela vida simples.
Tradicionalmente retratado como um homem sorridente, carregando sacos, alimentos, ferramentas, dinheiro, casas em miniatura e objetos do cotidiano, Ekeko simboliza a fartura que se constrói no mundo material, mas que começa no campo invisível da intenção. Ele é o guardião do lar, da economia doméstica, da mesa farta e da segurança básica da família.
A celebração de Ekeko está profundamente ligada às feiras populares e aos rituais de miniaturas — prática ancestral que expressa o desejo de materializar sonhos. Objetos em pequena escala representam aquilo que se deseja conquistar no futuro: saúde, trabalho, casa, amor, estudos, viagens. Ao oferecer essas miniaturas a Ekeko, o povo andino reafirma sua confiança no fluxo da vida e no esforço alinhado ao destino.
Outro elemento marcante do culto é o fumo: acredita-se que Ekeko aprecia receber cigarros acesos como oferenda simbólica, gesto que representa troca, respeito e reciprocidade. Quando bem tratado, Ekeko sorri e traz sorte; quando esquecido, a prosperidade estagna — lembrando que a abundância exige atenção e consciência.
Celebrar Ekeko no mundo contemporâneo é um chamado para: honrar o trabalho,
valorizar o que já se tem, cultivar alegria mesmo nas pequenas conquistas
e reconhecer que prosperidade não é excesso, mas equilíbrio.
Ekeko nos ensina que a verdadeira fartura acontece quando o desejo encontra ação, e quando o coração permanece agradecido.
Onde há gratidão, a abundância encontra caminho.

Mantras:
Ekeko, guardião da fartura, caminha comigo.
Onde coloco intenção e trabalho, a abundância floresce.
A alegria abre os caminhos da prosperidade.
Recebo com gratidão e compartilho com consciência.
O que é justo, necessário e bom chega até mim.

Afirmações Alinhadas à Energia de Ekeko:
A prosperidade flui naturalmente em minha vida.
Honro meu trabalho e reconheço meu valor.
Minha casa é um espaço de segurança, alegria e fartura.
A abundância se manifesta nos detalhes do dia a dia.
Sou merecedora(o) de estabilidade, conforto e bem-estar.
Tudo o que preciso chega no tempo certo e na medida exata.

Ritual Singelo de Ekeko

Você vai precisar de: – Um pequeno objeto que represente um desejo (ou um desenho escrito à mão) – Uma moeda
Escolha um local tranquilo da casa, de preferência próximo à cozinha ou à mesa. Coloque o objeto ou o papel diante de você e segure a moeda entre as mãos. Respire fundo três vezes, sorrindo suavemente — Ekeko responde à alegria.
Diga em voz baixa ou mentalmente: “Ekeko, guardião da fartura, abençoe meus caminhos com equilíbrio, trabalho e prosperidade.”
Visualize seu desejo se realizando de forma concreta e simples, integrado à sua vida real.
Coloque a moeda em sua carteira ou em um local especial, como símbolo de circulação consciente da abundância.
Agradeça, encerrando com confiança, sem ansiedade.

Lembre-se que a prosperidade cresce onde há cuidado, ação e gratidão diária.

Um lindo dia para todos nós.
Namastê!